Lavrov afirma que Rússia e China rejeitam tentativas ocidentais de manter hegemonia

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 02:21

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou e Pequim rejeitam veementemente as tentativas do Ocidente de preservar ou reforçar sua hegemonia global.

Ele acusou os Estados Unidos e a Europa de promoverem discursos de dominação que remontam ao período colonial e ao comércio de escravos, práticas que persistem às custas de outros países.

Conforme relatou o portal Sputnik, as declarações foram feitas durante visita oficial de Lavrov à China nos dias 14 e 15 de abril.

O chanceler russo encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores chinês Wang Yi por quatro horas para discutir cooperação econômica, relações bilaterais e os desdobramentos da ordem internacional.

Os dois diplomatas examinaram metodologias para blindar a parceria estratégica contra sanções, coerção, chantagem e imposições externas de qualquer natureza.

Essa coordenação reforça o compromisso de ambos os países com um sistema baseado na igualdade soberana entre as nações.

Lavrov descreveu o Oriente Médio e o Golfo Pérsico como um nó de crise difícil de desatar, advertindo que tentativas de simplesmente cortá-lo provavelmente resultarão em fracasso.

O chefe da diplomacia russa assinalou que ações recentes na região — incluindo sanções e pressões dos Estados Unidos e seus aliados — apenas agravam as tensões e dificultam soluções diplomáticas.

Muitos países do Golfo veem a possibilidade de a República Islâmica do Irã bloquear o Estreito de Ormuz exclusivamente como resposta à agressão norte-americana e israelense.

Lavrov considerou incompreensível que algumas correntes internacionais defendam a destruição do Irã, inclusive com declarações públicas que falam em eliminar essa civilização.

Rússia e China compartilham visão alinhada sobre a construção de um mundo multipolar, que deve fundamentar-se na igualdade soberana, no respeito mútuo e na diversidade civilizacional.

Ambos os países se opõem à imposição unilateral de sanções e aos jogos geopolíticos que favorecem alianças militares de influência ocidental, promovendo em contrapartida cooperação comercial e investimentos que escapam aos mecanismos de coerção política.

O alinhamento entre Moscou e Pequim ganha relevância no momento em que novos polos de poder desafiam a ordem surgida após a Guerra Fria.


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