O chanceler russo Sergey Lavrov criticou duramente as tentativas do Ocidente de manter sua hegemonia global. Ele declarou que nem a Rússia nem a China concordam com iniciativas destinadas a preservar ou ampliar o domínio ocidental sobre os assuntos mundiais.
As declarações aconteceram durante reunião de mais de quatro horas com o ministro chinês Wang Yi em Pequim. O diálogo abordou a cooperação bilateral intensa e as questões internacionais mais urgentes.
Segundo o portal Sputnik Globe, Lavrov acusou os Estados Unidos e os países europeus de recorrerem a sanções, coerção, chantagem e ditados econômicos. Essas estratégias reproduzem práticas coloniais históricas e violam o direito internacional de forma recorrente.
O diplomata russo destacou que tais ações afetam o desenvolvimento econômico e os direitos soberanos de vários países. Rússia e China buscam formatos de comércio e investimento blindados contra sanções unilaterais e intimidações externas.
A visita oficial de Lavrov à China ocorreu entre 14 e 15 de abril. O encontro reafirma a parceria estratégica entre Moscou e Pequim em meio a um cenário internacional complexo.
O presidente Xi Jinping ressaltou que o tratado de amizade entre os dois países tem valor especial no atual momento. O líder chinês descreveu o documento como ‘precioso’ diante das transformações globais em curso.
Xi Jinping defendeu o multilateralismo firme e o reforço das instituições internacionais. Ele pediu atuação coordenada para preservar a autoridade da ONU e os interesses comuns das nações em desenvolvimento.
Essa posição conjunta marca o esforço de Rússia e China para promover uma ordem internacional alternativa. O novo arranjo prioriza a soberania nacional e o comércio livre de coerções unilaterais.
Plataformas como o BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai assumem papel central nessa estratégia. Os dois países as utilizam para defender os interesses das nações em desenvolvimento e desafiar o modelo de influência ocidental.
A reunião entre Lavrov e Wang Yi demonstra a determinação de ambos os lados em resistir a estruturas de poder consideradas obsoletas. Moscou e Pequim buscam redefinir as normas de cooperação internacional com base no respeito mútuo e na reciprocidade.
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