Lavrov oferece suprimento energético russo à China diante de tensões no Estreito de Ormuz

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 05:21

O chanceler russo Sergei Lavrov afirmou durante visita a Pequim que a Rússia está disposta a preencher eventuais lacunas de recursos energéticos para a China e outros países interessados em cooperação mutuamente vantajosa.

As declarações ocorreram em coletiva de imprensa após reuniões com a liderança chinesa em meio à escalada entre Irã, Israel e EUA.

Lavrov descreveu o relacionamento entre Rússia e China como ‘força estabilizadora nas relações internacionais’. Ele destacou que essa parceria ganha importância crescente para a maioria global que busca desenvolvimento sustentável sem turbulências econômicas ou geopolíticas.

O chanceler ressaltou a alta resiliência dos laços bilaterais diante de choques globais, inclusive de caráter militar. Esse êxito decorre diretamente do alinhamento estratégico entre Vladimir Putin e Xi Jinping.

A Rússia pode contribuir de múltiplas formas para aliviar impactos de interrupções no Estreito de Ormuz. Entre as opções está o fornecimento provisório de petróleo e gás natural a parceiros que buscam bases iguais de cooperação.

Lavrov indicou ainda possibilidades de apoio no campo nuclear civil, desde que alinhadas ao direito internacional e aceitáveis para o Irã. Moscou defende o direito legítimo de Teerã enriquecer urânio para fins pacíficos.

Nenhuma agência internacional encontrou evidências de desvio desse material para fins militares. Lavrov reafirmou o compromisso russo com o respeito ao direito internacional nesse tema.

A China ocupa posição central na visão estratégica de Moscou. Os dois países lançaram o 14º ano cruzado de educação e os líderes preparam agenda densa para a visita de Putin no primeiro semestre.

Para o chanceler russo, as relações entre Moscou e Pequim já transcendem o âmbito bilateral. Elas se consolidaram como pilares na definição da ordem global ao longo do século XXI, conforme detalhou o Al Jazeera em cobertura da viagem.

Rússia e China atuam juntas para manter visibilidade sobre a situação da Palestina, Gaza e Cisjordânia. Esses temas não podem permanecer nas sombras da agenda internacional, segundo o chanceler.

Os dois países apoiam a continuidade de negociações diretas entre EUA e Irã para destravar a passagem marítima. Lavrov comentou que as relações com Washington não estão congeladas como ocorria na gestão de Joe Biden.

Ele acusou elites europeias de bloquearem acordos já firmados no Alasca sobre a Ucrânia. Os EUA tentam deslocar para a Europa a responsabilidade de conter a Rússia e assim concentrar atenção sobre a China.

O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção significativa nessa rota eleva preços globais de energia e cria insegurança no abastecimento de cadeias produtivas.

A proposta russa representa aposta clara na reconfiguração da segurança energética internacional. Ela surge como resposta prática às tensões atuais no Golfo Pérsico.

A concretização dessas ofertas dependerá de acordos diplomáticos e de logística robusta entre Rússia, China e Irã. O cenário permanece fluido, com riscos de nova escalada militar ou diplomática.

Essa disposição de Moscou para cooperar energeticamente pode se transformar em elemento de maior influência para nações que buscam alternativas à ordem energética ocidental. A parceria Rússia-China demonstra capacidade concreta de oferecer estabilidade em período de turbulências globais.

Com informações de Lavrov.


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