Universidade Rice aperfeiçoa sistema de paraquedas e garante retorno seguro dos astronautas da Artemis II

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 04:32

A cápsula Orion da missão Artemis II retornou com segurança ao Oceano Pacífico, concluindo o voo tripulado mais ambicioso desde o programa Apollo.

Pesquisadores da Universidade Rice desempenharam papel fundamental nesse êxito ao desenvolverem simulações de interação fluido-estrutura para o sistema triplo de paraquedas.

O trabalho conduzido por Tayfun E. Tezduyar e Kenji Takizawa, em colaboração com o Centro Espacial Johnson da NASA, permitiu identificar e corrigir instabilidades nos equipamentos.

As simulações, finalizadas em 2013, foram decisivas para otimizar o desempenho do conjunto de paraquedas.

As análises revelaram variações no diâmetro provocadas por forças aerodinâmicas que poderiam gerar oscilações perigosas na velocidade de descida.

Era essencial equilibrar o tamanho suficiente para proporcionar o arrasto necessário com a estabilidade para evitar flutuações prejudiciais.

O conceito de interação fluido-estrutura mostrou-se crucial ao capturar a relação bidirecional entre o ar e o tecido.

O formato influencia o fluxo de ar e o fluxo, por sua vez, deforma a estrutura, conforme detalhou o portal de notícias da Universidade Rice.

Testes práticos da NASA haviam indicado flutuações de diâmetro em modelos baseados nos paraquedas do programa Apollo.

Os cálculos de FSI confirmaram o problema e orientaram os ajustes que resultaram em maior estabilidade do sistema.

O projeto final atendeu aos requisitos ao oferecer o arrasto adequado para um pouso controlado e uma trajetória livre de oscilações perigosas.

Essa contribuição reduziu significativamente os custos e o tempo de desenvolvimento ao limitar a quantidade de testes físicos.

Cada experimento real envolvia incertezas relacionadas a condições climáticas e logística operacional.

As simulações computacionais permitiram eliminar diversos protótipos antes mesmo de sua construção física.

Os cálculos complexos envolveram a resolução simultânea das equações de fluxo de ar e da deformação do tecido.

O acoplamento numérico robusto foi essencial para lidar com o design ringsail, que possui centenas de aberturas.

Os pesquisadores consideraram ainda a interação aerodinâmica entre os três paraquedas operando em cluster.

Essa complexidade demandou modelos de alta precisão para garantir resultados confiáveis em condições reais.

A cápsula suportou temperaturas de até 2.760 graus Celsius durante a reentrada atmosférica.

O sistema de paraquedas desacelerou o módulo até cerca de 27 quilômetros por hora no momento do splashdown.

Paraquedas de frenagem iniciais, conhecidos como drogue chutes, foram empregados para estabilizar a descida antes da abertura dos principais.

A missão representou o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre desde o programa Apollo.

O trabalho iniciado há mais de dez anos pela Universidade Rice fortaleceu a base técnica para missões tripuladas no espaço profundo.

Investimentos consistentes em simulações computacionais revelam-se determinantes para superar os desafios da engenharia aeroespacial.

Com informações de phys.org.


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