A computação quântica ameaça invalidar os atuais métodos de criptografia baseados em complexos algoritmos matemáticos. Pesquisadores responderam a esse desafio com uma nova técnica de comunicação óptica que esconde dados na estrutura física dos pulsos de luz.
Essa inovação torna a interceptação ou decodificação das mensagens extremamente difícil para agentes não autorizados. A pesquisa foi liderada por especialistas da Universidade Ben-Gurion do Negev e publicada na revista Optical and Quantum Electronics, conforme reportou o portal phys.org.
A equipe propõe o uso de feixes luminosos moldados como vórtices ópticos espaço-temporais. Essas estruturas são projetadas para manter suas características centrais invisíveis aos equipamentos de medição padrão empregados na espionagem de redes de telecomunicações.
Para qualquer sistema de interceptação, o sinal se apresenta como um fluxo uniforme sem informação evidente. Apenas um receptor sincronizado e equipado com as instruções matemáticas previamente compartilhadas consegue extrair e reconstruir a mensagem original.
O emissor e o receptor precisam concordar antecipadamente sobre a localização exata dos dados autênticos em meio a sinais falsos. Essa coordenação prévia adiciona uma camada de segurança contra tentativas de invasão.
Simulações em laboratório demonstraram transmissão de informações com alta confiabilidade sem revelar a presença dos dados por meio de alterações no tamanho ou na intensidade do feixe. O modelo se mostrou resistente a ruídos externos e capaz de suportar múltiplos padrões de sinal, o que amplia significativamente a capacidade de tráfego de dados.
A tecnologia ainda está em fase de consolidação teórica. Testes em condições reais serão necessários para avaliar os efeitos de interferência atmosférica antes de sua aplicação em sistemas de comunicação seguros.