Estudo do Ministério do Planejamento projeta perda de R$ 17,1 trilhões no PIB do Brasil

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 16/04/2026 13:11

O Ministério do Planejamento e Orçamento elaborou estudo estratégico com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento que dimensiona os impactos da crise climática sobre a economia brasileira.

O documento indica que o país pode obter ganhos econômicos relevantes com a ação climática, desde que o aquecimento global seja limitado a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Esses ganhos passariam pela modernização da indústria, pelo aumento da produtividade e pela redução das desigualdades sociais.

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, participou do Expert XP 2025 e da COP30 na Amazônia e defendeu o potencial do Brasil para liderar a descarbonização global.

Essa liderança, no entanto, só se concretiza se a comunidade internacional conseguir conter o avanço da temperatura do planeta.

O estudo mostra que o aquecimento de 2,5 graus Celsius provocaria reações climáticas imprevisíveis e irreversíveis em larga escala.

Em trajetória de 4 graus Celsius até 2100, o Brasil registraria contração de R$ 17,1 trilhões no PIB acumulado.

A projeção inclui ainda a eliminação de milhões de empregos e danos severos à agricultura e à infraestrutura nacional.

Gore cobrou que o setor privado e o governo federal assumam investimentos robustos e exerçam liderança clara nas medidas de adaptação.

A mudança climática demanda cooperação multilateral mais intensa entre todos os países.

Conforme exposto no Metrópoles, o futuro econômico e ambiental brasileiro depende diretamente das decisões tomadas nas próximas décadas.


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