O Ministério do Planejamento e Orçamento elaborou estudo estratégico com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento que dimensiona os impactos da crise climática sobre a economia brasileira.
O documento indica que o país pode obter ganhos econômicos relevantes com a ação climática, desde que o aquecimento global seja limitado a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.
Esses ganhos passariam pela modernização da indústria, pelo aumento da produtividade e pela redução das desigualdades sociais.
Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, participou do Expert XP 2025 e da COP30 na Amazônia e defendeu o potencial do Brasil para liderar a descarbonização global.
Essa liderança, no entanto, só se concretiza se a comunidade internacional conseguir conter o avanço da temperatura do planeta.
O estudo mostra que o aquecimento de 2,5 graus Celsius provocaria reações climáticas imprevisíveis e irreversíveis em larga escala.
Em trajetória de 4 graus Celsius até 2100, o Brasil registraria contração de R$ 17,1 trilhões no PIB acumulado.
A projeção inclui ainda a eliminação de milhões de empregos e danos severos à agricultura e à infraestrutura nacional.
Gore cobrou que o setor privado e o governo federal assumam investimentos robustos e exerçam liderança clara nas medidas de adaptação.
A mudança climática demanda cooperação multilateral mais intensa entre todos os países.
Conforme exposto no Metrópoles, o futuro econômico e ambiental brasileiro depende diretamente das decisões tomadas nas próximas décadas.
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