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EUA rejeitam proposta da Rússia para receber urânio enriquecido do Irã

Rússia propõe receber urânio enriquecido do Irã para destravar negociações, mas EUA não aceitam a alternativa apresentada por Moscou até o momento.

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Teerã demonstra cautela diante da possível transferência de seu estoque nuclear, citando histórico de desconfiança com acordos anteriores envolvendo Washington.
Rússia propõe receber urânio enriquecido do Irã para destravar negociações, mas EUA não aceitam a alternativa apresentada por Moscou até o momento / Reprodução

A Rússia reafirmou sua disposição para aceitar o urânio enriquecido produzido pelo Irã como forma de destravar as negociações nucleares com os Estados Unidos. O porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin já apresentou essa alternativa em múltiplas ocasiões. Até o momento, a oferta russa não se encontra em discussão ativa por parte de Washington. A medida buscaria remover o material do território iraniano para atender exigências centrais dos norte-americanos.

Conforme apontou o portal RT, o Kremlin avalia a proposta como solução prática para o impasse atual. Os Estados Unidos optaram por rejeitar a ideia até agora.

O governo iraniano expressou cautela explícita quanto à transferência do estoque para Moscou.

O porta-voz Esmaeil Baghaei, do Ministério das Relações Exteriores, recordou violações anteriores de compromissos assumidos pelos EUA — um histórico que pesa diretamente sobre a confiança de Teerã nas negociações.

As rodadas de negociação mais recentes ocorreram em Islamabad com mediação de Paquistão, Egito e Turquia. Os encontros registraram algum progresso, mas esbarraram em divergências profundas sobre o programa nuclear iraniano.

Os Estados Unidos defenderam a adoção de uma moratória de 20 anos para qualquer atividade de enriquecimento por Teerã. A República Islâmica considera essa exigência incompatível com sua soberania tecnológica.

A remoção total do estoque existente de urânio enriquecido permanece como outra condição central imposta por Washington. Esse tema domina os debates entre as delegações envolvidas.

O volume detido pelo Irã oscila entre 400 e 450 quilos de urânio enriquecido a 60 por cento.

Parte relevante desse material está localizada em instalações subterrâneas que sofreram danos em decorrência de ações militares recentes — ataques que o governo iraniano condena como agressões diretas à sua soberania nacional.

Moscou sinaliza que pode implementar a oferta caso as partes manifestem interesse formal. A Rússia sustenta que a iniciativa contribuiria para viabilizar um entendimento mais amplo.

Teerã defende o enriquecimento nuclear para fins pacíficos como capacidade soberana fundamental. Qualquer tratado deve preservar esse direito tecnológico do país.

Os EUA condicionam qualquer acordo final à aceitação integral de todos os pontos que consideram cruciais. Essa postura abrange a suspensão completa do enriquecimento e a entrega do material acumulado.

O impasse atual expõe o poder de veto que Washington exerce sobre o conjunto das negociações internacionais. A flexibilidade oferecida por Moscou contrasta com a rigidez das demandas americanas.

Fontes próximas às conversas indicam que o estado das instalações subterrâneas altera os cálculos de verificação e segurança. Esse fator adiciona complexidade ao desenho de um possível tratado duradouro.

O desfecho das tratativas dependerá da disposição das partes em superar as exigências máximas apresentadas. Um acordo nuclear abrangente ainda exige concessões que não foram alcançadas nas rodadas recentes.

Com informações de actualidad.rt.com.

Com edição de Rhyan de Meira


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Comentários

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Augusto Silva

17/04/2026

Interessante — parece que os EUA preferem manter a tensão ao invés de explorar uma alternativa prática que diminuiria riscos nucleares. Quem aposta no confronto esquece que diplomacia bem-feita custa menos vidas — de civis, de ecossistema, de esperança.

Jeferson da Silva

17/04/2026

Que piada! Os caras acham que jogar responsabilidade pros outros vai resolver algo. Enquanto isso, nós aqui na ponta do anzol com fábricas pagando conta de luz alta, dólar nas alturas, e nenhum país oferendo solução justa pros operários. Se querem paz nuclear, que comece cuidando da dignidade de quem rala de sol a sol.

Zizi

17/04/2026

Esses “meninos mal-educados” lá nos EUA sempre prontinhos pra botar os interesses deles na frente da paz mundial. A Rússia tentando negociar caminhos, oferecendo colaboração, e os gringos rejeitando—parece até circo. Se deixássemos de sermos esnobes e olhássemos mais pro bem comum, haveria menos tensão nesse mundo.


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