O Irã anunciou que o Estreito de Hormuz está completamente aberto ao tráfego comercial, em meio a negociações com Washington mediadas pelo Paquistão.
O chanceler Abbas Araghchi detalhou que a via marítima ficará acessível durante o cessar-fogo temporário estabelecido no acordo. A trégua de 14 dias foi condicionada à liberação imediata e total do canal.
O entendimento entrou em vigor no dia 8 de abril após coordenação entre as forças armadas iranianas e autoridades de navegação. Grandes companhias de transporte marítimo ainda tratam a região com cautela, apesar do anúncio.
A reabertura controlada marca nova fase nas discussões entre Teerã e Washington, com impacto direto nos fluxos energéticos globais. O presidente Donald Trump, no entanto, afirmou que o bloqueio naval contra portos e navios iranianos permanecerá ativo. A medida só será suspensa com a assinatura de um acordo mais amplo centrado no programa nuclear iraniano.
Trump destacou progresso na elaboração de um memorando de entendimento de três páginas. O documento prevê a liberação de cerca de 20 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados, em troca de compromissos sobre o urânio enriquecido.
O Irã rejeita imposições unilaterais e insiste que suas reservas de urânio enriquecido permaneçam em território nacional. Teerã exige garantias claras sobre o uso do canal e o fim das hostilidades antes de qualquer mudança permanente no status do estreito.
A reabertura provocou queda imediata nos preços do petróleo. O barril recuou cerca de 9 a 10 por cento nos mercados internacionais, refletindo alívio temporário com o restabelecimento do trânsito.
Líderes como Emmanuel Macron e Keir Starmer saudaram o anúncio iraniano. Eles defenderam a restauração permanente da liberdade de navegação no estreito, sem condições adicionais.
Conforme apurado pelo portal da AP News, o desenvolvimento traz alívio aos mercados, mas mantém incertezas geopolíticas. As divergências fundamentais entre as partes seguem evidentes, apesar do avanço simbólico.
Os diálogos entre Washington e Teerã devem retomar nos próximos dias em Islamabad. O objetivo é finalizar o acordo preliminar com foco na proposta apresentada pelo lado iraniano.
Analistas acompanham o processo com cautela diante dos riscos de retrocessos. Qualquer perda de confiança por uma das partes pode interromper o frágil entendimento construído até o momento.
A mediação paquistanesa tem permitido avanços concretos nas últimas semanas. O memorando de entendimento representa um passo inicial que ainda exige alinhamento profundo sobre questões nucleares e de segurança marítima.
O Irã coordena internamente o trânsito controlado para evitar incidentes. Esta postura reforça a posição de Teerã de que a reabertura atual é temporária e depende de reciprocidade americana.
Com informações de ansa.it.
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