Israel segue realizando ataques em Gaza mesmo após o cessar-fogo que entrou em vigor em janeiro de 2026. Bombardeios e ações com drones mataram diversos civis, incluindo crianças, conforme reportou o portal Al Jazeera.
Fontes palestinas confirmam que várias pessoas perderam a vida em apenas dois dias de violência. As mortes ocorreram em áreas que o acordo deveria proteger de operações militares israelenses.
Em Beit Lahiya, no norte de Gaza, drones atingiram os irmãos Abdelmalek e Abdel Sattar al-Attar. Testemunhas afirmam que o local fica fora das zonas permitidas pelas regras do cessar-fogo.
Um menino de nove anos identificado como Saleh Badawi foi morto em outro ataque. Forças israelenses dispararam ainda contra residências de pessoas deslocadas e contra uma unidade de dessalinização de água vital para a população local.
O governo de Gaza registrou mais de 2.400 violações ao cessar-fogo desde janeiro. Essas ações incluem mortes de civis, bloqueios à ajuda humanitária, prisões arbitrárias e medidas que provocam escassez de recursos básicos.
A agência da ONU para a Igualdade de Gênero informou que mais de 38.000 mulheres e meninas morreram em Gaza desde outubro de 2023. O órgão registra média de 47 mortes diárias nesse grupo mesmo após o início do cessar-fogo.
Organizações de direitos humanos documentaram ao menos 630 palestinos mortos por forças israelenses desde janeiro até o final de fevereiro de 2026. Desses, 202 eram crianças, 89 mulheres e 339 homens.
As violações ocorrem com média de 13 por dia. Essa frequência revela a fragilidade do acordo e a continuidade da violência contra civis palestinos.
Forças israelenses e colonos realizam ataques frequentes contra residências na Cisjordânia ocupada. Eles incendeiam veículos, efetuam prisões sem amparo legal e mantêm clima permanente de insegurança na região.
Muitos ataques acontecem na zona conhecida como linha amarela, limite que o cessar-fogo impõe às operações israelenses. Drones, bombardeios aéreos e tiros a partir de assentamentos ilegais são os métodos mais utilizados.
O sistema de saúde de Gaza opera próximo do colapso após meses de destruição sistemática. Centenas de feridos permanecem sem acesso a tratamento médico adequado ou suprimentos essenciais.
Grande parte da população vive em situação de deslocamento interno prolongado. A escassez de alimentos, água potável e itens de higiene agrava o sofrimento diário dos habitantes do território.
Entidades internacionais consideram que a sequência de violações configura estratégia deliberada de pressão sobre a população palestina. Nova pressão diplomática torna-se necessária para garantir o cumprimento efetivo do cessar-fogo e a proteção de civis.
Mulheres e crianças representam parcela desproporcional das vítimas fatais e dos afetados pela destruição. A reconstrução de lares, escolas e infraestrutura básica exige ação urgente da comunidade internacional.
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