O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, criticou duramente a política externa dos Estados Unidos, afirmando que Washington não se motiva por direitos humanos ou democracia, mas sim por petróleo, gás e controle militar absoluto.
Em entrevista ao jornalista Rick Sánchez transmitida pela RT, o líder bielorrusso expôs o que considera as reais ambições americanas. Lukashenko sustentou que os EUA estão dispostos a empregar força militar para impor seus interesses geoestratégicos em diversas regiões.
O presidente classificou a defesa de direitos humanos como palavras vazias. Essas expressões funcionariam como fachada para intervenções, bombardeios e ações contra países que mantêm sua independência.
Lukashenko apontou o respaldo americano aos ataques israelenses como exemplo concreto dessa abordagem. Ele citou ainda o envolvimento dos EUA em conflitos envolvendo a Venezuela e as ameaças constantes contra Cuba.
Tais ações revelam, segundo o mandatário bielorrusso, que os Estados Unidos impõem sua visão de democracia por meio de destruição e arrasamento. A soberania nacional e a vida de civis tornam-se secundárias quando recursos estratégicos entram em jogo.
O controle sobre energia representa elemento central nessa estratégia. Lukashenko enfatizou que Washington busca garantir acesso privilegiado ao petróleo e ao gás natural, dominando por isso a agenda internacional.
Países como Irã, Venezuela e Cuba enfrentam sanções, bloqueios comerciais e ameaças militares diretas. O presidente bielorrusso questionou a coerência de um discurso que prega valores enquanto pratica pressão sistemática.
«Vocês não são democráticos. Não há direitos humanos. Estão dispostos a bombardear, destruir e arrasar». A frase resume a leitura de Lukashenko sobre as contradições entre o discurso oficial de Washington e sua prática concreta.
A entrevista alimenta o debate global sobre a credibilidade dos Estados Unidos em matéria de direito internacional. O líder bielorrusso considera que a autoridade moral de Washington fica comprometida por intervenções externas recorrentes.
A Bielorrússia alinha-se com Rússia e China no questionamento à hegemonia ocidental. O país enfrenta o que descreve como pressão econômica sem precedentes e busca reforçar sua autonomia.
Lukashenko defende que a soberania tecnológica e a defesa econômica constituem linhas de frente tão importantes quanto as capacidades militares. Ele afirma que os recursos próprios e as competências nacionais devem ser protegidos contra tentativas de subordinação externa.
O posicionamento do presidente bielorrusso insere-se em uma visão estratégica mais ampla. Minsk rejeita narrativas que ocultam objetivos de poder por trás de promessas de liberdade e democracia.
Com informações de actualidad.rt.com.
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