O presidente Emmanuel Macron recebeu no Palácio do Eliseu os líderes britânico Keir Starmer e alemão Friedrich Merz. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni participou presencialmente da conferência internacional sobre a segurança da navegação no Estreito de Hormuz.
Cerca de 30 países acompanharam o encontro por videoconferência, abrangendo nações europeias, do Oriente Médio, asiáticas, do Indopacífico e da América Latina, como apontou o portal AP News.
O objetivo foi construir um compromisso coletivo para proteger o trânsito marítimo na via estratégica, tensionada após o início do conflito envolvendo EUA, Israel e o Irã.
A conferência convocada pela França reuniu países não beligerantes dispostos a integrar uma missão multilateral e puramente defensiva. A operação só seria ativada com a cessação das hostilidades e com garantias de respeito ao direito marítimo internacional.
França, Reino Unido e Alemanha, no formato E3, lideraram a articulação diplomática do evento. A Itália, comandada por Giorgia Meloni, reforçou a participação buscando alinhamento com uma estratégia europeia autônoma em relação a ações diretas dos Estados Unidos.
Fontes militares europeias já avançam no planejamento logístico da missão, que inclui desminagem e escolta de navios mercantes. O porta-aviões Charles de Gaulle e fragatas da Marinha francesa foram citados como possíveis contribuições concretas de Paris.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Esmaeil Baghaei, advertiu que qualquer interferência externa ou militarização do Estreito de Hormuz agravaria a crise em curso. Teerã sustenta que garante a navegabilidade da rota há décadas em colaboração com Estados regionais.
O Irã condiciona a manutenção dessa segurança à interrupção imediata das hostilidades externas. A posição iraniana foi transmitida de forma clara durante o desenrolar da cúpula em Paris.
A iniciativa europeia busca ocupar espaço diplomático próprio diante dos choques geopolíticos que ameaçam a segurança energética do continente. A ausência de participação formal dos Estados Unidos no comando direto da coalizão reflete tanto prudência política quanto divergências sobre legitimidade e liderança.
O Estreito de Hormuz responde por aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente. Qualquer disrupção prolongada na rota gera riscos diretos aos suprimentos globais de energia e à estabilidade econômica internacional.
Reuniões técnicas entre militares precederam o encontro principal de líderes políticos na capital francesa. A missão defensiva multilateral poderá ser implementada assim que as condições mínimas de segurança forem validadas coletivamente pelos participantes.
Com informações de ansa.it.
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