Rússia rompe embargo americano e envia 100 mil toneladas de petróleo para Cuba

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 17/04/2026 07:51

A Rússia despachou um navio carregado com 100.000 toneladas de petróleo com destino a Cuba, rompendo na prática o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha caribenha há mais de seis décadas.

A informação foi divulgada por Juan Carlos Marsan Aguilera, embaixador de Cuba em Nova Deli, em entrevista ao portal indiano The Hindu, na qual detalhou o impacto da operação para a sobrevivência energética do país.

Segundo Aguilera, Cuba havia passado três meses sem receber petróleo em razão das restrições americanas, que afastaram fornecedores e operadores de navios pelo risco de sanções secundárias. A chegada da carga russa foi descrita pelo embaixador como decisiva para o restabelecimento do funcionamento normal do país.

Aguilera afirmou que a iniciativa russa demonstrou ser possível operar fora das regras unilaterais impostas por Washington. Pouco depois do episódio, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou publicamente não se opor a que outros países fornecessem petróleo a Cuba, embora a estrutura legal do embargo e a ameaça de sanções secundárias permanecessem intactas.

O embaixador cubano situou o gesto russo dentro de um quadro mais amplo de parcerias estratégicas que Havana vem consolidando. Além da Rússia, com presença relevante nos setores de energia e transporte, a China é apontada como parceira central na transição energética cubana. A Índia também figura nesse eixo, e Aguilera aproveitou a entrevista para reiterar o apoio de Cuba à candidatura indiana a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

O diplomata cubano classificou o embargo americano como uma “guerra econômica” contra Cuba, sublinhando que suas consequências atingem diretamente setores vitais como saúde pública e produção de alimentos.

Aguilera também questionou a designação formal do governo Trump que enquadra Cuba como uma “ameaça extraordinária” aos EUA, apontando a desproporcionalidade entre o poderio militar e econômico das duas nações como evidência da natureza política — e não securitária — da medida.

Com informações de rt.com.


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