O presidente Donald Trump afirmou que espera fechar um acordo com o governo do Irã em um ou dois dias, segundo o portal Axios.
Representantes de Washington e Teerã devem se encontrar neste fim de semana para avançar nas negociações mediadas pelo Paquistão. O objetivo inclui ampliar a trégua vigente e assegurar um pacto duradouro.
Os temas centrais envolvem o programa nuclear iraniano, a abertura do Estreito de Hormuz e o alívio das sanções econômicas. Negociações sobre o reconhecimento da soberania iraniana sobre a passagem marítima também integram o processo.
Embora Trump esteja otimista, divergências fundamentais persistem entre os dois lados. Nas conversas em Islamabad, que duraram cerca de 21 horas, os Estados Unidos insistiram em termos rígidos quanto ao controle do urânio enriquecido.
O Irã recusou parte dessas propostas americanas. Teerã demonstrou irritação com a manutenção do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
Os Estados Unidos condicionam a retirada do bloqueio naval à conclusão de um acordo abrangente. Oficiais iranianos afirmam que a transferência de urânio para os Estados Unidos ou exigências que ameacem a soberania nacional não fazem parte das negociações.
O Estreito de Hormuz tornou-se o símbolo central desse impasse. A rota estratégica respondia por cerca de 20% do petróleo mundial antes das recentes tensões.
A República Islâmica condiciona a abertura da passagem à suspensão das medidas hostis e à garantia de respeito aos seus interesses soberanos. Isso inclui o fim das sanções e compensações pelos danos sofridos.
Uma trégua de duas semanas intermediada pelo Paquistão serve como janela diplomática para viabilizar os entendimentos. Trump afirmou que as ações militares serão interrompidas nesse período caso o Irã cumpra com a abertura imediata e segura do estreito.
A expectativa de resolução rápida ocorre em momento de elevada tensão diplomática. Riscos substanciais pairam caso as partes não cheguem a um entendimento.
As consequências vão além da região e afetam o mercado global de energia, a estabilidade do Oriente Médio e as relações estratégicas entre potências. Resta saber se as partes convergirão sobre o programa nuclear, o levantamento de sanções e as garantias de soberania iraniana.
A fragilidade da confiança entre as partes, construída ao longo de anos de confrontos, torna qualquer compromisso dependente de salvaguardas efetivas. O próximo fim de semana pode ser decisivo para o futuro das negociações.
Com informações de Iran kritisiert US-Blockade.
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