Donald Trump anunciou uma trégua de dez dias entre Israel e o Líbano após intensas conversas com o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O mandatário norte-americano afirmou em postagem na Truth Social que Israel não bombardeará mais o país vizinho, pois está proibido de fazê-lo pelos Estados Unidos.
Trump escreveu literalmente que Israel will not be bombing Lebanon any longer. They are PROHIBITED from doing so by the U.S.A. Enough is enough.
A declaração reforça o papel direto de Washington na mediação do conflito, conforme detalhou o portal da AP News em sua cobertura.
A trégua intermediada pelos Estados Unidos deveria entrar em vigor às 17h no horário de Washington na quinta-feira.
Autoridades americanas e israelenses confirmaram que Israel mantém o direito de responder a ataques planejados iminentes ou em andamento, enquanto o governo libanês deve impedir ações ofensivas do Hezbollah.
O cessar-fogo temporário surge após semanas de confrontos intensos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano.
O Ministério da Saúde de Beirute registra mais de 2.100 mortes no país e mais de um milhão de pessoas desalojadas em razão dos ataques aéreos israelenses.
Fontes oficiais indicam que o acordo prevê possibilidade de extensão caso as negociações avancem para um cessar-fogo mais duradouro.
O texto do entendimento estabelece obrigações claras para ambos os lados na contenção das hostilidades.
Trump e seu vice JD Vance haviam declarado anteriormente que o Líbano não integrava o cessar-fogo negociado entre Washington e Teerã.
Eles classificaram o conflito no Líbano como uma escaramuça separada, distinta do entendimento com a República Islâmica do Irã, conforme noticiou a Al Jazeera.
Autoridades libanesas esperam que o Hezbollah respeite os termos que impedem ações ofensivas a partir de seu território.
Do lado israelense persiste a expectativa de que qualquer violação seja respondida de forma imediata dentro dos limites da autodefesa previstos no acordo.
O anúncio ocorre em meio a um quadro humanitário grave no Líbano, com infraestrutura danificada e população civil duramente afetada.
A mediação americana busca criar espaço para conversações que possam levar a uma desescalada permanente na fronteira entre Israel e o Líbano.
Agências internacionais acompanham de perto o cumprimento inicial da trégua e as reações das partes envolvidas.
O tom enfático usado por Trump na rede social chamou atenção por marcar uma intervenção direta de Washington no controle dos bombardeios israelenses contra alvos no Líbano.
Com informações de sputnikglobe.com.
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