O brigadeiro-general Alireza Elhami, comandante da Defesa Aérea Conjunta do Irã, afirmou que as forças do país derrubaram 170 drones avançados dos Estados Unidos e de Israel ao longo de um conflito de 40 dias. Ele fez a declaração durante entrevista televisionada, destacando a atuação da rede integrada de defesa aérea iraniana.
Segundo o general, os equipamentos abatidos incluíam modelos sofisticados como Hermes 900, MQ-9 e Heron. Todos contavam com sistemas de autoproteção, armamentos e tecnologia de reconhecimento de ponta.
Elhami citou como episódio simbólico o abate de uma aeronave de reconhecimento americana MQ-4 Type-C que operava em grande altitude sobre o Golfo Pérsico. Ele indicou que o próprio governo dos Estados Unidos reconheceu a ação e a eficiência do sistema defensivo iraniano.
O comandante relatou ainda que caças de última geração como F-35, F-15, F-16, F-18 e A-10 também foram atingidos durante o conflito. Para ele, esses resultados comprovam a prontidão e a modernização constante das forças armadas iranianas.
As declarações reforçam o discurso de Teerã sobre resistência nacional frente ao que o país considera uma política de agressão contínua de Washington e Tel Aviv. O Irã investe há anos em sistemas de defesa aérea de fabricação própria, como o Bavar-373 e o Khordad-15.
Esses sistemas representam a autonomia tecnológica e a estratégia de dissuasão regional da República Islâmica. O conflito de 40 dias testou a integração entre radares, mísseis e centros de comando iranianos.
De acordo com Elhami, essa estrutura garantiu superioridade defensiva e impediu que ataques aéreos alcançassem alvos estratégicos em território nacional. A coordenação entre forças aéreas e terrestres foi essencial para neutralizar as incursões.
O general destacou o emprego intensivo de drones furtivos e aviões de guerra eletrônica pelos adversários. Ele atribuiu o desempenho iraniano ao treinamento disciplinado e aos avanços obtidos pela indústria de defesa local.
As afirmações ocorrem em meio a tensões elevadas no Oriente Médio. Conforme reportou o portal Mehr News, o comandante garantiu que a defesa aérea iraniana permanecerá em alerta máximo para proteger a soberania nacional.
Elhami acrescentou que a experiência acumulada fortaleceu a confiança das forças armadas e consolidou a posição do Irã como potência defensiva na região. O país mantém prioridade no desenvolvimento autônomo de tecnologias militares mesmo sob sanções externas.
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