Ghalibaf revela que Irã quase abriu fogo contra navio dos EUA no estreito de Ormuz

Bandeiras do Irã em frente a um mural que retrata um navio de guerra e aviões em combate. (Foto: actualidad.rt.com)

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, revelou que o Irã esteve a minutos de abrir fogo contra um navio dos Estados Unidos no estreito de Ormuz.

O episódio ocorreu durante negociações para encerrar as hostilidades no Golfo Pérsico. A região é estratégica para o trânsito de grande parte do petróleo mundial.

Segundo Ghalibaf, o navio americano realizava operações de desminagem na área. Teerã classificou a manobra como violação direta do cessar-fogo.

As forças iranianas emitiram um ultimato de 15 minutos para a retirada da embarcação. O navio dos EUA recuou antes de o prazo expirar.

‘Chegamos até o ponto de enfrentamento, mas o inimigo se retirou’, afirmou Ghalibaf, conforme relatou o portal RT.

Durante conversas em Islamabad, o parlamentar iraniano advertiu diretamente a delegação norte-americana. Ele deixou claro que qualquer avanço do dragaminas seria respondido com fogo.

‘Se seu navio avançasse um passo, sem dúvida abriríamos fogo contra ele’, disse Ghalibaf. A decisão americana de recuar evitou um confronto direto.

O dirigente classificou como irresponsável a tentativa dos Estados Unidos de bloquear o trânsito de embarcações iranianas. Ele reforçou que a soberania sobre o estreito de Ormuz pertence ao Irã.

‘É impossível que outros possam transitar e nós não’, declarou o presidente do Parlamento. Ghalibaf advertiu que, sem o fim do bloqueio, o tráfego seria definitivamente limitado.

O bloqueio naval imposto por Washington foi anunciado pelo presidente Donald Trump. A medida buscava impedir que o Irã exercesse controle sobre a rota marítima.

Em resposta, o governo iraniano restabeleceu controle militar total sobre o estreito de Ormuz. Teerã reforçou a presença de suas forças na área e mantém vigilância elevada.

O estreito conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Cerca de um quinto do petróleo mundial transita por essa passagem estratégica.

Qualquer tensão na região afeta imediatamente os mercados globais de energia. O controle iraniano sobre o estreito permanece elemento central da estratégia de defesa de Teerã.

Com informações de ACTUALIDAD.


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