O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, acusou os Estados Unidos de minar os esforços diplomáticos ao montar o que chamou de circo diplomático. O diplomata afirmou que Washington recorre a ameaças e escaladas militares em vez de promover um entendimento real entre as partes.
Khatibzadeh criticou as advertências do presidente Donald Trump, que ameaçou retomar ações militares caso não fosse alcançado um acordo. O vice-chanceler iraniano classificou as declarações como contraditórias e afirmou que cabe ao povo dos Estados Unidos julgar sua conformidade com o direito internacional.
“Eles acreditam que força, pressão e escalada fazem parte da solução. Não — isso não beneficia ninguém, e a diplomacia deve prevalecer”, disse o diplomata. Khatibzadeh reforçou que a República Islâmica defenderá seu território com determinação e que a guerra não oferece qualquer saída positiva para o impasse atual.
As declarações ocorrem após negociações realizadas em Islamabad, capital do Paquistão. As conversas duraram dois dias e terminaram sem resultados concretos, segundo a avaliação iraniana.
O vice-presidente norte-americano J.D. Vance alegou que houve grandes avanços nas tratativas e que os limites de Washington foram claramente estabelecidos. Vance condicionou o futuro do diálogo à flexibilidade iraniana na aceitação dos pontos centrais impostos pelos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou entendimento em alguns temas, mas admitiu divergências persistentes em dois ou três pontos centrais. Essas diferenças impediram a conclusão de um acordo completo nas rodadas realizadas.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian reiterou que Teerã está disposto a alcançar um acordo justo. Ele condicionou o sucesso das tratativas ao respeito de Washington pelas normas internacionais e pelas linhas vermelhas da República Islâmica.
Para o Irã, a postura americana revela preferência pela imposição em detrimento do diálogo equilibrado. O governo iraniano insiste que apenas o respeito mútuo entre as nações pode construir uma solução sustentável no Golfo Pérsico.
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Jeferson da Silva
18/04/2026
Circo diplomático é o que os EUA mais sabem fazer: falam em paz enquanto vendem armas e espalham guerra. A hipocrisia é tanta que já virou rotina. No chão da fábrica a gente aprende rápido quem é que lucra com o sangue dos outros.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Ah, mas é claro que o Irã ia botar culpa nos EUA, né? Esses comunistas e terroristas adoram inverter a história! Os americanos tão lá defendendo a liberdade e a ordem, e o pessoal vem falar em “circo diplomático”. Selva!
Miriam
18/04/2026
Circo diplomático é o que não falta mesmo, e não só dos EUA. No fim, quem paga o preço dessas disputas de ego são os servidores que tentam manter a máquina funcionando no meio do caos. O mundo precisa de menos espetáculo e mais protocolo cumprido à risca.
Silvia D.
18/04/2026
Mais um exemplo de como o mundo sofre quando o diálogo é substituído por demonstrações de força. Enquanto potências brincam de guerra, quem paga o preço é a população — com vidas, saúde e infraestrutura destruídas. A diplomacia precisa ser levada a sério, não tratada como espetáculo.
Alice T.
18/04/2026
Os EUA falando de paz é tipo o lobo oferecendo curso de veganismo. Vivem lucrando com guerra e depois posam de mediadores civilizados. É sempre a mesma peça: sabotam, culpam o outro e vendem armas pros dois lados.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Difícil discordar do Irã nesse ponto. Os EUA têm um histórico de transformar qualquer tentativa de diálogo em espetáculo midiático, sempre com o pretexto da “democracia”. Paz de verdade não combina com sanções e porta-aviões rondando o Golfo.
Marcos Conservador
18/04/2026
Mais um país autoritário tentando posar de vítima enquanto espalha sua ideologia e apoia terrorista por baixo dos panos. O Irã falando de “paz” é piada pronta. E claro, a esquerda vai cair direitinho nesse discurso antiamericano de sempre.
Eduardo C.
18/04/2026
Antes de qualquer julgamento, quero ver números concretos sobre essas supostas “ameaças” e “escaladas militares”. Discurso político sem dados é só fumaça retórica. Se o Irã tem provas, que mostre; se os EUA negam, que apresentem evidências também. Sem isso, é impossível calcular quem está manipulando quem.
Zizi
18/04/2026
Os meninos mal-educados de Washington seguem achando que o mundo é o quintal deles. Falam de paz enquanto espalham guerra e sanções. Lula já mostrou que diálogo e respeito funcionam melhor que bravata e canhão — mas os liberais ainda não aprenderam a lição básica da História.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais um país chorando e botando culpa nos americanos pra esconder a própria bagunça interna. O Irã vive de criar confusão e posar de vítima. Diplomacia de verdade se faz com resultado, não com discurso inflamado pra plateia.
Maura Santos
18/04/2026
Celio, engraçado você falar em “circo” quando os EUA são campeões mundiais em montar palco pra guerra e chamar de diplomacia. O Irã tem mil problemas, mas fingir que Washington é mocinho nessa história é pura ficção hollywoodiana.