Irã acusa EUA de pirataria e retoma controle sobre estreito de Ormuz

Navio-tanque Stena Impero no Estreito de Ormuz. (Foto: rt.com)

O Irã voltou a restringir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz. A decisão representa resposta direta ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, que Teerã considera violação de sua soberania e do direito internacional.

Conforme reportou o portal RT, o governo iraniano havia anunciado reabertura total do estreito. Essa iniciativa anterior provocou queda nos preços do petróleo diante de expectativas de distensão na região.

Declarações do presidente dos EUA Donald Trump alteraram o quadro. Trump afirmou que o bloqueio aos portos iranianos continuaria em plena força até a assinatura de um acordo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, justificou a medida adotada por Teerã. Ele afirmou que a presença militar americana impede a garantia de tráfego seguro para embarcações na área.

Baghaei declarou que o Irã tem pleno direito de adotar medidas de proteção à sua segurança nacional. O porta-voz classificou o bloqueio americano como forma de roubo e pirataria marítima.

O diplomata reiterou que o país não abrirá mão de seu estoque de urânio enriquecido. Esse material representa ativo estratégico e símbolo de soberania tecnológica para a República Islâmica.

O governo iraniano rejeitou exigências americanas para entrega do urânio. As autoridades destacam que o programa nuclear do país tem fins pacíficos e permanece sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.

Autoridades militares iranianas informaram que o controle sobre o estreito retornou ao estado anterior. A passagem de embarcações voltou a ser gerida de forma seletiva pelas Forças Armadas.

O comando naval acusou os EUA de descumprirem entendimentos prévios. Washington mantém interceptações de navios iranianos sob pretexto de operação de cerco na região.

A agência Fars relatou que ao menos cinco petroleiros ligados ao Irã conseguiram atravessar a rota. O episódio reforça a capacidade logística e a determinação de Teerã em manter suas exportações energéticas.

O estreito de Ormuz constitui via essencial para o comércio global de petróleo. Cerca de um quinto de todo o consumo mundial passa por esse corredor marítimo.

Qualquer restrição nesse ponto gera impacto imediato sobre os mercados internacionais. Países asiáticos dependentes do petróleo do Golfo Pérsico acompanham com preocupação os desdobramentos.

Baghaei enfatizou a impossibilidade de conviver com a ameaça representada pela frota americana. Suas declarações refletem a posição oficial mantida pelo governo iraniano.

O Irã considera o urânio enriquecido essencial para seu desenvolvimento tecnológico. A recusa em entregá-lo demonstra determinação em não ceder a pressões externas.

Os petroleiros que cruzaram o estreito desafiaram o bloqueio imposto. Essa passagem bem-sucedida é vista como vitória logística por autoridades em Teerã.

A decisão iraniana ocorre em meio a disputa mais ampla por rotas energéticas. Teerã busca proteger sua navegação comercial diante das ações de Washington.

Cresce o temor de novos confrontos navais na região. O Irã mantém que defenderá sua soberania com todos os meios disponíveis enquanto persistirem sanções e bloqueio americano.

Com informações de rt.com.


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