Irã acusa Trump de proferir sete mentiras em uma hora sobre o Estreito de Hormuz

Ilustração editorial sobre Irã acusa Trump de proferir sete mentiras em uma hora sobre o Estreito de Hormuz. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, acusou Donald Trump de proferir sete mentiras em uma hora sobre o Estreito de Hormuz.

Todas as afirmações recentes dos Estados Unidos foram rejeitadas como completamente falsas pelo parlamentar. Ghalibaf acusou Washington de tentar vencer a disputa apenas na narrativa pública.

O político advertiu que, se o bloqueio naval prosseguir, o estreito não permanecerá aberto. A passagem de navios ocorrerá somente por rotas designadas e com permissão explícita do Irã.

O status do Estreito de Hormuz será definido pelos fatos concretos no terreno, e não por propaganda ou redes sociais. Esta posição surge como resposta direta às declarações norte-americanas.

Conforme detalhou o portal Sputnik, o Irã rejeita integralmente todas as alegações vindas de Washington. O Comando Central dos EUA sustenta que o bloqueio permite interceptação, desvio ou captura de qualquer navio próximo às áreas costeiras iranianas.

Washington alega que a medida já afeta portos iranianos e restringe o comércio marítimo do país. Trump anunciou que o estreito está totalmente aberto para embarcações comerciais, embora mantenha o bloqueio sobre navios iranianos.

O presidente norte-americano condicionou o fim do bloqueio à aceitação de um pacto de cessar-fogo por Teerã. Ghalibaf afirmou que as alegações sobre avanços em negociações e ações militares não correspondem à realidade.

As tensões cresceram após o fim das negociações em Islamabad, com o Irã acusando os Estados Unidos de violarem compromissos assumidos. O bloqueio teve início em 13 de abril, às 10h no horário Eastern Time, segundo os militares norte-americanos.

O Irã alertou que considerará o estreito fechado para qualquer tráfego de navios sem autorização prévia iraniana. Ghalibaf declarou que a nação iraniana não se deixará influenciar por truques de opinião pública ou guerra midiática.

O parlamentar reforçou que o Irã não recua sob ameaça. O Estreito de Hormuz responde por cerca de 20% do comércio marítimo internacional de petróleo e gás liquefeito.

Qualquer interrupção prolongada na passagem tende a afetar os mercados globais de energia e a elevar os preços do petróleo. O pronunciamento de Ghalibaf reafirma o controle soberano iraniano sobre a estratégica via marítima.

Teerã insiste que o futuro do estreito será decidido pelos acontecimentos no terreno. A disputa expõe o confronto entre a narrativa imperialista de Washington e a defesa da soberania iraniana no Golfo Pérsico.


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