A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que não permitirá a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, declarando que qualquer embarcação que tente se aproximar da rota marítima vital será tratada como alvo legítimo.
A decisão de Teerã responde ao bloqueio naval mantido por Washington mesmo após cessar-fogo temporário entre Israel e o Líbano. O presidente Donald Trump reconheceu a importância da rota, mas condicionou o fim das restrições à assinatura de um acordo de paz definitivo.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo. Qualquer interrupção prolongada ameaça diretamente a estabilidade dos mercados energéticos globais.
A Guarda Revolucionária classificou a medida como ação defensiva contra a tentativa de asfixia econômica imposta pelos EUA. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, defendeu o estoque de urânio enriquecido do país como ativo estratégico tão valioso quanto o próprio território nacional.
Pelo menos três embarcações comerciais foram atacadas ao tentar cruzar a região, segundo o portal Axios. Duas delas carregavam bandeira indiana, o que levou Nova Délhi a convocar o embaixador iraniano para protestos formais.
O governo indiano busca proteger seus interesses energéticos com Teerã. Autoridades em Nova Délhi pedem garantias concretas de trânsito seguro para suas embarcações no Golfo Pérsico.
O Comando Central dos EUA divulgou imagens do destróier USS Pinckney em patrulha na área. A nota oficial do CENTCOM afirmou que as operações interromperam o comércio marítimo de e para o Irã.
O senador republicano Lindsey Graham defendeu que Washington assuma controle direto sobre o estreito. Ele chegou a sugerir ataques contra a ilha iraniana de Kharg, um dos principais terminais de exportação de petróleo do país.
O analista político Elijah Magnier afirmou à RT que aliados europeus dos EUA demonstram desconforto crescente com as ações unilaterais de Trump. Segundo ele, líderes da União Europeia reconhecem que seus interesses não coincidem com a atual política de confronto no Oriente Médio.
Fontes diplomáticas alertam para o risco de escalada caso as negociações indiretas entre Teerã e Washington não avancem. O controle do estreito de Ormuz se consolidou como epicentro de uma crise que expõe a dependência energética mundial e os limites da pressão unilateral.
Com informações de RT.
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