O ministro das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o Estreito de Hormuz está completamente aberto para todas as embarcações comerciais.
A afirmação se refere ao período restante do cessar-fogo temporário de 10 dias e foi divulgada diretamente em suas redes sociais.
A passagem marítima deve seguir rota coordenada anunciada previamente pela Autoridade Portuária e Marítima do Irã. Essa orientação busca garantir a segurança de todo o tráfego comercial na via estratégica.
O presidente Donald Trump comemorou a medida por meio de publicação em suas redes sociais, afirmando que o estreito estava pronto para passagem total — embora tenha mantido dura condição adicional.
O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos sobre navios e portos iranianos permanecerá em plena força. Essa restrição só seria suspensa caso o Irã cumpra integralmente os termos exigidos em relação ao programa nuclear.
Líderes como o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer saudaram a reabertura anunciada por Teerã, defendendo que a liberdade de navegação seja garantida de forma permanente e não apenas temporária.
Os preços do petróleo registraram queda superior a 10% nos mercados globais após o anúncio. A expectativa de normalização no fluxo energético pela rota vital contribuiu diretamente para a redução dos valores.
Fontes iranianas e observadores regionais indicaram que o Irã já operava com rotas alternativas pelo estreito, com as autoridades de Teerã exigindo coordenação prévia para proteger as embarcações comerciais em trânsito.
Autoridades iranianas alertaram para riscos associados a minas marítimas na área e pediram cooperação ativa dos navios para evitar incidentes durante a passagem.
O anúncio iraniano ocorre em contexto de intensas negociações diplomáticas e pressões externas. A República Islâmica busca preservar sua soberania sobre águas estratégicas enquanto responde às exigências impostas por Washington.
A posição de Trump expõe clara contradição na abordagem dos Estados Unidos: enquanto celebra a abertura, o governo americano insiste em manter bloqueio naval unilateral até que suas condições nucleares sejam totalmente atendidas.
Conforme reportou o portal da AP, o anúncio visa reduzir incertezas sobre o fluxo comercial. O estreito representa rota essencial para o suprimento global de petróleo e sua estabilidade afeta diretamente economias ao redor do mundo.
O Irã tem reiterado seu direito de regular a navegação em sua zona marítima. Essa postura contrasta com tentativas externas de impor bloqueios e sanções que afetam o comércio legítimo.
Economistas acompanham os impactos da medida nos mercados de commodities. A queda nos preços do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias em vários países dependentes do suprimento energético.
A manutenção do cessar-fogo temporário será decisiva para a duração da abertura anunciada. Qualquer escalada poderia novamente transformar o estreito em foco de tensão estratégica internacional.
Com informações de aljazeera.com.
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