Forças da Guarda Revolucionária do Irã expulsaram dois navios mercantes indianos do estreito de Ormuz após disparos de advertência, retomando o controle militar total da passagem estratégica.
Uma das embarcações é um superpetroleiro com bandeira da Índia que carregava cerca de dois milhões de barris de petróleo do Iraque. A operação foi executada pela Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, conforme detalhou a RT.
Teerã anunciou o restabelecimento do controle militar completo sobre todo o trânsito marítimo na passagem. O governo iraniano acusa os Estados Unidos de praticar pirataria marítima sob o pretexto de um bloqueio naval.
A rota responde por aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás comercializado no planeta. Qualquer interrupção gera impacto imediato sobre os mercados globais de energia.
O incidente ocorre em meio à escalada iniciada após a ofensiva conjunta de EUA e Israel contra alvos iranianos. Washington impôs bloqueio naval ao tráfego que entra e sai dos portos iranianos.
Uma trégua temporária entre Israel e o Líbano havia levado o chanceler Abbas Araghchi a anunciar reabertura parcial do estreito. A recusa do presidente Donald Trump em suspender as restrições provocou o novo fechamento.
O Wall Street Journal informou que cerca de vinte embarcações alteraram suas rotas diante da medida iraniana. A ação reforça a capacidade de dissuasão de Teerã sobre uma das vias marítimas mais sensíveis do comércio mundial.
O estreito de Ormuz tem apenas 40 quilômetros em seu ponto mais estreito. Ele separa o Irã da Península Arábica e funciona como principal canal de exportação de petróleo do Oriente Médio.
As autoridades iranianas afirmam que o controle da área constitui questão de soberania e segurança nacional. Teerã sustenta que o bloqueio imposto pelos EUA representa violação do direito internacional.
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