O Irã fechou novamente o estreito de Ormuz, obrigando cerca de 20 navios a alterar suas rotas imediatamente.
As embarcações aguardavam autorização para entrar no Golfo Pérsico pelo corredor de Larak. Elas retornaram em direção a Omã após o anúncio do bloqueio por Teerã, conforme reportagem do portal RT.
Armadores e intermediários marítimos sediados em Atenas e em Singapura informaram que os navios aceitaram pagar tarifas de até dois milhões de dólares cobradas pela Guarda Revolucionária Islâmica. O fechamento ocorreu depois que o Irã denunciou violações repetidas e atos de pirataria cometidos pelos Estados Unidos sob pretexto de bloqueio naval.
O porta-voz do Quartel-General de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, explicou os motivos da medida. Ele afirmou que Teerã havia permitido o trânsito limitado de petroleiros após negociações, mas acusou Washington de descumprir os compromissos firmados.
O estreito de Ormuz responde por cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo. Qualquer interrupção nessa rota gera efeitos imediatos sobre os preços energéticos globais e as cadeias de abastecimento.
A ação iraniana constitui resposta direta à continuidade das operações navais dos Estados Unidos na região. Teerã considera que tais ações violam entendimentos prévios e configuram interferência no comércio marítimo legítimo.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, havia anunciado anteriormente a liberação do tráfego comercial durante período de cessar-fogo. Ele advertiu que a manutenção do bloqueio naval pelos EUA seria vista como violação e levaria ao novo fechamento da passagem.
O estreito de Ormuz se situa entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, tornando-o via essencial para as exportações de energia do Oriente Médio. A decisão de Teerã reforça o controle iraniano sobre uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta.
A República Islâmica mantém que a medida representa exercício de soberania diante de agressões externas. As autoridades iranianas rejeitam sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e reiteram que não aceitarão qualquer bloqueio que impeça o comércio legítimo de seus recursos energéticos.
Com informações de actualidad.rt.com.
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