O governo do Irã anunciou a reabertura parcial de seu espaço aéreo para voos internacionais e a retomada das operações em aeroportos principais, incluindo o de Teerã, em meio à trégua temporária com os Estados Unidos.
A Autoridade de Aviação Civil iraniana liberou rotas no leste do país para sobrevoos internacionais, conforme o portal tagesschau.de. Apesar disso, dados do Flightradar24 indicam que a maioria das companhias aéreas continua evitando o espaço aéreo iraniano e optando por rotas mais longas.
As forças iranianas reverteram a liberação anterior e voltaram a exercer controle rigoroso sobre o estreito de Ormuz. O comando das Forças Armadas justificou a decisão pela manutenção do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou encerrar a trégua e retomar os bombardeios caso não se alcance acordo de paz nos próximos dias. Ele reafirmou que “o bloqueio permanece” e que, sem avanços, “as bombas voltarão a cair”.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que a passagem marítima não ficará aberta enquanto os EUA impedirem o livre comércio do Irã. A declaração reforça o impasse que ameaça o fluxo de um quinto do petróleo mundial e pressiona os preços da commodity.
A plataforma MarineTraffic registrou que apenas um pequeno número de navios — incluindo quatro transportadores de gás e um cruzeiro vazio — conseguiu cruzar o estreito desde a breve tentativa de reabertura. Um comboio de cerca de 20 embarcações comerciais chegou a se aproximar, mas recuou diante das mensagens contraditórias entre Teerã e Washington.
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, concluiu visita oficial a Teerã com reuniões de alto nível para discutir possível mediação no conflito. O governo paquistanês reforçou sua determinação em buscar solução negociada para a crise regional.
Na Alemanha, o político Lars Klingbeil cobrou medidas urgentes para garantir o abastecimento de querosene após alertas da Agência Internacional de Energia sobre riscos de escassez nas próximas semanas. A ministra da Economia, Katherina Reiche, afirmou que não há falta imediata de combustível, mas que o cenário é monitorado de forma constante.
O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, declarou não esperar aumento imediato de fluxos migratórios rumo à Europa. Ele admitiu, porém, que o governo avalia a prorrogação de controles fronteiriços a partir de setembro.
O chanceler turco, Hakan Fidan, acusou o governo de Benjamin Netanyahu de utilizar a segurança nacional como pretexto para expandir ocupações em territórios palestinos e vizinhos. Em discurso em Antalya, Fidan denunciou a estratégia de Israel, cujo objetivo real seria a anexação territorial.
A trégua entre Israel e o Hezbollah permanece em vigor, mas a escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos mantém o equilíbrio regional extremamente frágil. O domínio sobre o estreito de Ormuz segue como o principal foco de risco para novos choques econômicos e diplomáticos globais.
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