O Irã restabeleceu seu controle sobre o estreito de Ormuz, e cerca de 20 navios que tentavam cruzar a via estratégica retornaram ao porto de Omã mesmo após aceitarem as condições impostas por Teerã.
De acordo com o portal Mehr News, as embarcações carregavam cargas avaliadas em bilhões de dólares. Os proprietários decidiram recuar apesar da liberação inicial para a passagem.
A agência citou o Wall Street Journal para indicar que as taxas definidas pelo Irã alcançam dois milhões de dólares por navio. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o retorno ao regime anterior de fiscalização na rota.
Teerã atribui a decisão à quebra de compromissos por parte dos Estados Unidos. O comando naval limitou o volume de tráfego autorizado no estreito e impôs novas exigências aos armadores.
O estreito de Ormuz transporta cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta. A passagem marítima assume importância central para a economia global de energia.
A medida iraniana visa reafirmar a soberania sobre as águas do golfo Pérsico. Teerã critica a presença prolongada de navios de guerra norte-americanos na região, que considera uma ameaça à estabilidade regional.
As tensões atuais se inserem em um quadro mais amplo de disputas entre o Irã e Washington. Sanções unilaterais e incidentes marítimos têm definido o tom das relações bilaterais.
Especialistas veem no controle do estreito um instrumento relevante de poder regional. O Irã demonstra disposição para proteger seus interesses estratégicos e sua soberania nacional.
A ação pode provocar variações temporárias no fornecimento global de petróleo. Observadores acompanham os efeitos potenciais sobre os preços internacionais de energia.
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