Irã retoma controle do estreito de Ormuz e desafia bloqueio dos EUA

Um navio de patrulha iraniano Jawad 35 navega próximo a um navio cargueiro no Estreito de Hormuz. (Foto: aljazeera.com)

O Irã anunciou que retomou o controle total do estreito de Ormuz, em resposta direta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos sobre seus portos e embarcações.

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica transmitiu comunicado oficial afirmando que a passagem permanecerá fechada. Teerã exige que Washington suspenda a medida, considerada violação do cessar-fogo em vigor.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o estreito está sob controle da República Islâmica. Ele classificou o bloqueio americano como desajeitado e ignorante.

Segundo o Al Jazeera, a reimposição do controle ocorreu poucas horas após breve reabertura do canal. Mais de uma dúzia de navios comerciais cruzaram a rota antes da nova medida iraniana.

Relatos da Unidade de Operações Marítimas do Reino Unido indicaram disparos de advertência contra embarcações. Dois navios com bandeira da Índia foram atingidos e o Ministério das Relações Exteriores indiano acompanha a situação de perto.

O presidente Donald Trump afirmou que Teerã não pode chantagear Washington com o fechamento do estreito. Ele ameaçou romper o cessar-fogo caso não haja acordo dentro do prazo estabelecido.

O líder supremo Ali Khamenei declarou que as forças navais iranianas estão prontas para impor novas derrotas amargas aos inimigos. O pronunciamento reforça a disposição de Teerã em defender sua soberania marítima.

A situação devolve o conflito ao impasse anterior, com dois bloqueios simultâneos. O americano incide sobre portos iranianos enquanto o iraniano controla o estreito de Ormuz.

Analistas observam que o domínio desta rota representa carta geopolítica central para o Irã. Cerca de um quinto do petróleo mundial transita diariamente pelo estreito estratégico.

O fechamento funciona como instrumento de pressão diplomática. Teerã busca forçar os Estados Unidos a negociar em condições de igualdade e respeitar seu direito de proteger águas territoriais.

O impasse atual expõe a fragilidade das tentativas de cessar-fogo. A guerra em curso envolve múltiplos atores regionais e interesses energéticos globais de grande escala.


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