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Justiça de Uganda condena oito ativistas a 11 meses de prisão por protesto contra o EACOP da TotalEnergies

15 Comentários🗣️🔥 Plataforma de perfuração para o projeto de oleoduto EACOP em Hoima, Uganda. (Foto: © Badru Katumba / AFP) A justiça de Uganda condenou oito ativistas a cerca de 11 meses de prisão sob a acusação de perturbação pública. Eles já haviam cumprido mais de oito meses em detenção provisória após serem presos durante […]

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Plataforma de perfuração para o projeto de oleoduto EACOP em Hoima, Uganda. (Foto: © Badru Katumba / AFP)

A justiça de Uganda condenou oito ativistas a cerca de 11 meses de prisão sob a acusação de perturbação pública. Eles já haviam cumprido mais de oito meses em detenção provisória após serem presos durante protesto em frente à Stanbic Bank.

A instituição financeira integra o pool de bancos que financiam o East African Crude Oil Pipeline. Este megaprojeto liderado pela TotalEnergies prevê a construção de um oleoduto de 1.443 quilômetros entre Hoima, no Uganda, e o porto de Tanga, na Tanzânia.

Organizações ambientais e comunidades locais denunciam riscos graves a ecossistemas sensíveis e o deslocamento forçado de populações inteiras. O governo ugandense defende o empreendimento como instrumento essencial para gerar empregos, receitas e reduzir a pobreza no país.

A sentença provocou forte reação, conforme reportagem do portal da RFI. Apoiadores dos militantes classificam a pena como desproporcional e interpretam o veredito como forma de intimidação contra a sociedade civil.

Abiud Onyach, da coalizão StopEACOP, afirmou que bancos não podem alegar compromisso com critérios ambientais e sociais enquanto ativistas são presos por defender o meio ambiente. Ele apontou diretamente o KCB Bank Uganda, a Stanbic Bank e o Standard Bank Group, com sede na África do Sul, como corresponsáveis pelos impactos do projeto.

Onyach questionou ainda o silêncio atual da TotalEnergies, acionista majoritária do EACOP. A empresa francesa havia atuado antes pela libertação de manifestantes detidos em episódios anteriores.

“Por que o silêncio agora, quando estudantes e outros militantes continuam presos por se oporem a um projeto do qual essas empresas lucram?”, indagou o ativista. A declaração expõe a contradição entre o discurso de sustentabilidade corporativa e a criminalização de opositores do oleoduto.

O caso se soma à mobilização internacional contra o EACOP. Diversas organizações não governamentais acionaram tribunais na França e em outros países para exigir transparência total e acesso a documentos sobre os impactos ambientais e sociais.

Bancos e seguradoras que participam do financiamento enfrentam cobrança crescente para retirar apoio a projetos de combustíveis fósseis. O episódio aprofunda o debate sobre responsabilidade corporativa em contextos de transição energética global.

As autoridades ugandenses mantêm que o projeto representa pilar estratégico para financiar infraestrutura e serviços públicos. Críticos respondem que os custos ambientais, sociais e climáticos podem superar os benefícios econômicos de curto prazo.

O veredito contra os ativistas coloca em evidência o papel de corporações transnacionais e instituições financeiras africanas. Movimentos sociais enxergam no episódio o confronto entre o modelo extrativista baseado em recursos fósseis e alternativas centradas na sustentabilidade e nos direitos das comunidades locais.


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Rick Ancap

18/04/2026

Lá vem mais gente querendo travar o progresso em nome de “salvar o planeta”. Se a TotalEnergies está investindo, é porque tem demanda e gera riqueza. Quer protestar? Beleza, mas não atrapalha quem está produzindo. Justiça fez o certo.

    Francisco de Assis

    18/04/2026

    Rick, o problema é que esse “progresso” que você defende enriquece meia dúzia e deixa um rastro de destruição pra milhões. Justiça de verdade seria proteger o povo e o planeta, não os lucros da Total. O Brasil já mostrou que dá pra crescer com soberania e respeito ambiental.

Eduardo C.

18/04/2026

Onze meses de prisão por protestar? Difícil não ver nisso um cálculo desproporcional. Se a lei serve para manter a ordem, deveria também equilibrar justiça e liberdade de expressão — e aqui a conta claramente não fecha.

Jeferson da Silva

18/04/2026

É sempre o mesmo roteiro: multinacional bilionária destrói o meio ambiente e quem paga o preço são os trabalhadores e os ativistas que ousam levantar a voz. Esses caras da TotalEnergies ganham fortunas, e o povo de Uganda é que vai preso por defender o próprio território. Justiça pra quem, afinal?

Adalberto Livre

18/04/2026

ISSO É O QUE DÁ ESSE NEGÓCIO DE FICAR PROTESTANDO CONTRA QUEM TRABALHA DE VERDADE!!! ESSES ATIVISTAS NÃO TEM O QUE FAZER, FICAM ATRAPALHANDO O PROGRESSO E DEPOIS RECLAMAM DA JUSTIÇA. SE QUEREM ENERGIA LIMPA, VÃO INVENTAR UMA USINA NO QUINTAL DELES!!!

    Renato Professor

    18/04/2026

    Adalberto, o curioso é que quem “trabalha de verdade” para manter o planeta habitável são justamente esses ativistas que você despreza. Sem eles, o seu “progresso” vira só destruição acelerada com crachá corporativo.

Augusto Silva

18/04/2026

Vergonhoso ver ativistas sendo presos por defenderem o meio ambiente enquanto corporações bilionárias seguem impunes. A TotalEnergies lucra e o planeta paga a conta. Isso mostra como o poder econômico ainda dita as regras — e quem ousa questionar, vai parar atrás das grades.

Celio Fazendeiro

18/04/2026

Esses ativistas não têm o que fazer mesmo. O país precisa de desenvolvimento e energia, não de gente atrapalhando investimento estrangeiro. Se querem tanto defender floresta e passar fome, que voltem pra idade da pedra e deixem quem quer trabalhar em paz.

Lurdinha Deus Acima de Todos

18/04/2026

Meu Deus do céu, onde esse mundo vai parar 🇧🇷🙏! Gente presa só por protestar contra essas empresas gigantes, é o fim dos tempos mesmo 😢. Daqui a pouco não vai poder nem falar nada que já vem cadeia… que Deus tenha misericórdia dessas almas 🙏🇺🇸

    Rubens O Pescador

    18/04/2026

    Pois é, Lurdinha, quando o lucro manda mais que a vida do povo e da natureza, vira pecado até abrir a boca. Aqui a gente ainda pode falar, mas se depender dessas empresas e dos governos que as bajulam, logo vão querer calar todo mundo também.

Zé Trovãozinho

18/04/2026

Enquanto o resto do mundo quer energia limpa, esses “ativistas” tentam travar o desenvolvimento de países que só querem crescer. Uganda precisa de empregos e infraestrutura, não de gente financiada por ONGs estrangeiras. Depois reclamam quando o país fica pobre e dependente, igualzinho a Cuba do Norte que a turma idolatra.

    Clarice Historiadora

    18/04/2026

    Zé, desenvolvimento não é sinônimo de entregar o país pra petroleira francesa fingindo que é progresso. A Uganda que você defende é a mesma que vê comunidades deslocadas e rios contaminados enquanto o lucro vai pra Paris — chama-se neocolonialismo, e já tem uns bons séculos de atraso.

Maura Santos

18/04/2026

Triste ver ativistas sendo presos por defender o meio ambiente, enquanto corporações seguem destruindo tudo impunes. A TotalEnergies lucra, o planeta arde e quem protesta é tratado como criminoso. É o mesmo roteiro de sempre – quando o lucro fala mais alto, a justiça finge que é surda.

Karina Libertária

18/04/2026

Esses ativistas deviam era procurar um job de verdade em vez de ficar atrapalhando o progresso. TotalEnergies tá trazendo investimento e desenvolvimento, mas a galera prefere fazer drama. No meu tempo, quem queria mudar o mundo estudava e aplicava o dinheiro right, não ficava gritando na rua.

    Alice T.

    18/04/2026

    Karina, “progresso” pra quem, né? Enquanto a TotalEnergies lucra bilhões, comunidades inteiras perdem terras e água. Se estudar e aplicar dinheiro “right” significa fechar os olhos pra isso, prefiro continuar gritando na rua mesmo.


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