Sergey Lavrov acusou os Estados Unidos de planejarem assumir o controle do petróleo iraniano enquanto preparavam um ataque contra o Irã.
O chanceler russo detalhou que o objetivo envolvia o fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo estreito de Ormuz. Conforme o Sputnik International, Lavrov afirmou que não acreditava em planos de destruição em larga escala da civilização.
Ele classificou a ideia como mera figura de linguagem. O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta e separa o Irã da Península Arábica.
Qualquer controle ou bloqueio nessa rota tende a gerar choques nos preços globais de energia e instabilidade econômica. Lavrov também avaliou o estado atual da OTAN durante sua fala.
Ele declarou que a aliança não se encontra em sua melhor forma, embora a Rússia não interfira em seus assuntos internos. O chanceler alertou ainda para o ressurgimento de ideologias extremistas na Europa.
Lavrov citou o reaparecimento de elementos do nazismo na Alemanha e na Finlândia, países que mais apoiam a Ucrânia contra a Rússia. Ele estendeu a crítica ao Reino Unido, afirmando que o país nunca esteve muito distante dessa filosofia política.
As declarações ocorrem em meio à disputa pelo controle energético no Golfo Pérsico. A República Islâmica do Irã mantém presença militar expressiva na região e adverte que qualquer intervenção externa será vista como agressão direta.
Analistas consideram o estreito de Ormuz peça central nas estratégias de segurança energética das grandes potências. Washington vê na área um instrumento de influência sobre o mercado global de petróleo.
A Rússia tem denunciado o uso da força militar como meio de dominação econômica na região. O Irã e a Rússia buscam reforçar sua posição diante das ações ocidentais no Oriente Médio.
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