O Togo apresentou uma nova estratégia para enfrentar a crise de segurança no Sahel durante reunião internacional realizada em Lomé, reunindo representantes da Cedeao, autoridades do Mali, do Níger e do Burkina Faso, membros da ONU e autoridades africanas e europeias.
A proposta togolesa se baseia em cinco pilares. O eixo central prevê a intensificação da cooperação entre os países costeiros e os Estados do Sahel sobre novas bases de confiança e coordenação, conforme detalhou o portal da RFI.
O enviado especial da União Europeia para o Sahel, João Cravinho, participou dos debates em Lomé. Ele afirmou que a segurança africana e a europeia estão interligadas e que a Europa não pode dormir tranquila enquanto o Sahel permanecer em conflito.
Os participantes reconheceram a expansão das ameaças jihadistas em direção aos países costeiros do Golfo da Guiné. Eles apontaram a necessidade de superar as barreiras de desconfiança entre a AES e a Cedeao para permitir uma resposta regional conjunta e eficaz.
A reunião facilitou contatos diretos entre diferentes atores para reduzir tensões acumuladas. Essa mediação busca abrir canais de diálogo entre blocos que se distanciaram por divergências políticas e de segurança nos últimos anos.
Membros da diáspora africana na Europa acompanharam o evento à distância. Jovens exilados do Mali, do Níger e do Burkina Faso defenderam o fortalecimento das instituições e a construção de uma paz duradoura nos países do Sahel.
A iniciativa surge em meio à reconfiguração das dinâmicas de segurança no oeste africano. O Togo se coloca como mediador de um esforço que privilegia soluções coordenadas entre os Estados da região.
O sucesso da abordagem dependerá da disposição dos governos em transformar o consenso em ações concretas. As prioridades incluem segurança, desenvolvimento econômico e fortalecimento da governança regional.
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