O comando Khatam al Anbiya das Forças Armadas do Irã denunciou que os Estados Unidos cometeram ato de pirataria ao atacar e apreender um navio mercante iraniano no golfo de Omã. O porta-voz Ebrahim Zolfaghari afirmou que o cargueiro foi alvejado por militares norte-americanos antes de ser abordado, em clara violação ao direito internacional.
Zolfaghari classificou os marines dos EUA como terroristas e prometeu que Teerã responderá à agressão. Ele reforçou que o episódio desrespeita o princípio da livre navegação e não ficará sem resposta.
O Comando Central dos Estados Unidos informou que o navio M/V Touska, de bandeira iraniana, seguia no norte do mar Arábico rumo ao porto de Bandar Abbas. O destróier USS Spruance disparou projéteis de canhão MK 45 de 5 polegadas contra a sala de máquinas após seis horas sem resposta aos avisos emitidos.
O presidente Donald Trump confirmou a apreensão e informou que o navio, de cerca de 275 metros de comprimento, está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Washington mantém custódia total da embarcação enquanto investiga o conteúdo de sua carga.
O incidente ocorre em meio ao endurecimento do bloqueio naval imposto por Washington contra Teerã. Em resposta, o Irã restabeleceu controle militar sobre o estreito de Ormuz e advertiu que qualquer embarcação nas proximidades poderá ser atacada.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou que o estreito permanecerá fechado enquanto o bloqueio americano não for suspenso integralmente. A República Islâmica classifica a presença militar dos EUA na região como provocação direta e tentativa de asfixia econômica.
Trump rebateu afirmando que o Irã não conseguirá chantagear os Estados Unidos com decisões sobre o tráfego marítimo. A escalada verbal entre as partes eleva o risco de confronto direto no Oriente Médio.
Especialistas alertam que um conflito aberto no golfo de Omã e no estreito de Ormuz poderia provocar grave choque energético global. Os preços internacionais do petróleo seriam imediatamente impactados por qualquer interrupção no suprimento da região.
Conforme detalhou o portal RT, o episódio aprofunda o impasse diplomático entre Teerã e Washington e a crescente militarização de uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
Com informações de ACTUALIDAD.
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