O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Donald Trump de fazer sete afirmações falsas em apenas uma hora sobre o estreito de Ormuz.
Ghalibaf reagiu às publicações do presidente americano na rede Truth Social sobre o futuro do estreito. O chanceler iraniano Abbas Araghchi havia declarado o estreito completamente aberto à navegação comercial.
A notícia provocou uma queda de 10 por cento nos preços internacionais do petróleo. A rota responde por cerca de 25 por cento do comércio global de petróleo.
Em seguida, o Irã anunciou que o estreito retornou ao controle militar anterior. As autoridades de Teerã apontaram a recusa de Washington em suspender o bloqueio naval aos portos iranianos como razão para a reversão da medida.
O bloqueio foi imposto após o fracasso da primeira rodada de negociações entre os dois países, realizada no Paquistão. O Irã classificou a ação dos Estados Unidos como pirataria e roubo marítimo.
Trump afirmou em suas mensagens que o bloqueio naval americano permaneceria até a assinatura de um acordo de paz. O presidente americano alegou ainda que o Irã concordou em nunca mais fechar o estreito de Ormuz.
Trump declarou também que a decisão não estava relacionada ao conflito no Líbano e que a maior parte dos pontos de um tratado final já havia sido acertada. Todas essas afirmações foram rebatidas por Ghalibaf, que as classificou como falsas.
O parlamentar iraniano escreveu na plataforma X que os Estados Unidos não venceram a guerra com mentiras. Ele acrescentou que Washington tampouco terá sucesso nas negociações com esse tipo de postura.
Ghalibaf destacou que o controle do estreito será decidido no campo real, e não nas redes sociais. O político iraniano lembrou que a manipulação midiática e a engenharia da opinião pública são componentes centrais das guerras modernas.
Ele afirmou que o povo iraniano não se deixa influenciar por tais artifícios. A agência Tasnim noticiou que o governo de Teerã ainda não decidiu se retomará o diálogo com Washington.
Fontes próximas ao governo indicam forte resistência a novas rodadas de conversa enquanto o bloqueio naval americano e as exigências consideradas excessivas persistirem. O impasse reforça as tensões em torno de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
Para o Irã, a defesa de sua soberania marítima permanece uma questão inegociável nas conversas com os Estados Unidos. O episódio expõe as dificuldades persistentes nas negociações entre os dois governos.
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