Vários navios que se preparavam para cruzar o estreito de Ormuz foram obrigados a alterar o trajeto após anúncio iraniano de novo fechamento da rota, provocando recuo imediato das embarcações, segundo dados de rastreamento marítimo citados pela Bloomberg e reproduzidos pela RT.
Cinco navios metaneiros que carregaram gás natural no Catar permaneciam no Golfo Pérsico há mais de um mês. Diante do alerta de fechamento do canal, os capitães interromperam a aproximação à entrada ocidental e alguns retornaram às águas catarianas.
O estreito de Ormuz responde por cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo. Qualquer interrupção nessa rota gera impacto direto nos mercados energéticos e eleva a volatilidade dos preços internacionais.
A ação ocorre em meio à escalada de tensões entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. Teerã justifica o restabelecimento do controle total sobre o estreito como resposta necessária às restrições navais impostas por Washington.
As forças iranianas afirmam que manterão o bloqueio até que os EUA suspendam as limitações ao tráfego de embarcações com origem ou destino iraniano. O governo iraniano classifica a medida como defesa da soberania marítima e do direito internacional de navegação.
O episódio expõe a fragilidade das rotas globais de energia diante de confrontos geopolíticos no Golfo Pérsico. Os mercados acompanham de perto os desdobramentos, que podem agravar a instabilidade no suprimento mundial de combustíveis.
Com informações de ACTUALIDAD.
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