Irã fecha estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio naval dos EUA

Ilustração editorial sobre Irã fecha estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio naval dos EUA. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Irã anunciou o fechamento do estreito de Ormuz após o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos às rotas marítimas iranianas.

A Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) tomou a decisão em caráter defensivo. A medida foi comunicada pela emissora IRIB e detalhada pelo portal Sputnik.

O fechamento permanecerá em vigor até que Washington suspenda completamente o cerco. O IRGC advertiu que qualquer embarcação que tente se aproximar da área será tratada como colaboradora dos Estados Unidos e poderá ser atacada.

O bloqueio norte-americano, iniciado em 13 de abril, restringe o tráfego de navios que entram ou saem dos portos iranianos. Washington afirma que embarcações não iranianas podem transitar pela via, desde que não efetuem pagamentos de taxas ao governo de Teerã.

O estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito exportado globalmente circula por suas águas.

Especialistas em energia indicam que a interrupção provocará efeitos imediatos sobre os preços internacionais do petróleo. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait utilizam a rota para suas exportações de combustíveis.

O governo iraniano sustenta que sua ação é defensiva e visa proteger a soberania nacional. Teerã classifica o bloqueio americano como uma tentativa de asfixia econômica que contraria o direito internacional.

O IRGC reforçou que o controle sobre o estreito constitui questão de segurança nacional. A República Islâmica não aceitará restrições impostas por potências externas.

O estreito localiza-se entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, com largura de cerca de 40 quilômetros em seu ponto mais estreito. A área tem registrado disputas sobre sua navegação desde a década de 1980.

O desfecho da situação dependerá da disposição de Washington em suspender o bloqueio. A retomada do tráfego normal exige a reabertura de canais diplomáticos entre as partes.


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