Lavrov denuncia ressurgimento de ideologia de superioridade racial na Europa

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov, durante pronunciamento. (Foto: actualidad.rt.com)

Lavrov afirmou que a Europa está sendo novamente conduzida por uma ideologia de superioridade racial, traçando paralelo direto com o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

A declaração ocorreu por ocasião do Dia da Memória das Vítimas do Genocídio do Povo Soviético. Moscou homenageia nessa data os milhões de cidadãos mortos pelos nazistas e seus colaboradores.

O chanceler russo destacou que preservar a memória das vítimas constitui dever fundamental para o Estado. A Rússia não permitirá que as atrocidades da Grande Guerra Patriótica sejam esquecidas.

Forças políticas na Europa tentam reescrever a história e relativizar o papel dos colaboradores nazistas. Lavrov considera essa postura um sério retrocesso que deve ser combatido.

O ministro garantiu que a Rússia defenderá a verdade histórica com firmeza. O país se oporá a qualquer tentativa de encobrir crimes de guerra cometidos por nazistas e seus cúmplices.

Os resultados da Segunda Guerra Mundial receberam reconhecimento internacional. Revisar esses resultados mina as bases do direito internacional contemporâneo.

A maioria dos países apoia as iniciativas russas em defesa da memória histórica, segundo o portal RT. Eles compartilham a preocupação com o ressurgimento de ideologias extremistas no continente europeu.

Lavrov informou que a classificação como genocídio contra o povo soviético já é adotada pela Comunidade de Estados Independentes e pela Organização do Tratado de Segurança Coletiva. A diplomacia russa buscará o reconhecimento formal por toda a comunidade internacional.

O reconhecimento global é fundamental para evitar a repetição de tragédias semelhantes. Lavrov vincula a preservação dessa memória a uma questão de segurança nacional.

A declaração acontece em contexto de tensões crescentes entre Moscou e as potências ocidentais. Sanções econômicas e o apoio militar da OTAN à Ucrânia definem o atual cenário.

Para o governo russo, a tentativa de marginalizar o país liga-se a visões de superioridade que resgatam sentimentos do século XX. Lavrov enfatizou que a Rússia promoverá iniciativas culturais e diplomáticas para proteger a memória das vítimas soviéticas.

O chanceler denunciou o revisionismo histórico como ameaça concreta. A defesa da verdade sobre o passado ocupa posição central na política externa da Rússia.

Com informações de ACTUALIDAD.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.