Lavrov afirmou que a Europa está sendo novamente conduzida por uma ideologia de superioridade racial, traçando paralelo direto com o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
A declaração ocorreu por ocasião do Dia da Memória das Vítimas do Genocídio do Povo Soviético. Moscou homenageia nessa data os milhões de cidadãos mortos pelos nazistas e seus colaboradores.
O chanceler russo destacou que preservar a memória das vítimas constitui dever fundamental para o Estado. A Rússia não permitirá que as atrocidades da Grande Guerra Patriótica sejam esquecidas.
Forças políticas na Europa tentam reescrever a história e relativizar o papel dos colaboradores nazistas. Lavrov considera essa postura um sério retrocesso que deve ser combatido.
O ministro garantiu que a Rússia defenderá a verdade histórica com firmeza. O país se oporá a qualquer tentativa de encobrir crimes de guerra cometidos por nazistas e seus cúmplices.
Os resultados da Segunda Guerra Mundial receberam reconhecimento internacional. Revisar esses resultados mina as bases do direito internacional contemporâneo.
A maioria dos países apoia as iniciativas russas em defesa da memória histórica, segundo o portal RT. Eles compartilham a preocupação com o ressurgimento de ideologias extremistas no continente europeu.
Lavrov informou que a classificação como genocídio contra o povo soviético já é adotada pela Comunidade de Estados Independentes e pela Organização do Tratado de Segurança Coletiva. A diplomacia russa buscará o reconhecimento formal por toda a comunidade internacional.
O reconhecimento global é fundamental para evitar a repetição de tragédias semelhantes. Lavrov vincula a preservação dessa memória a uma questão de segurança nacional.
A declaração acontece em contexto de tensões crescentes entre Moscou e as potências ocidentais. Sanções econômicas e o apoio militar da OTAN à Ucrânia definem o atual cenário.
Para o governo russo, a tentativa de marginalizar o país liga-se a visões de superioridade que resgatam sentimentos do século XX. Lavrov enfatizou que a Rússia promoverá iniciativas culturais e diplomáticas para proteger a memória das vítimas soviéticas.
O chanceler denunciou o revisionismo histórico como ameaça concreta. A defesa da verdade sobre o passado ocupa posição central na política externa da Rússia.
Com informações de ACTUALIDAD.
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