O chanceler alemão Friedrich Merz recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com honras de Estado em Hannover, reforçando a importância estratégica do Brasil para a Alemanha em meio à turbulência econômica e às incertezas geopolíticas globais.
O encontro no palácio Herrenhausen abriu agenda intensa sobre negócios, investimentos e cooperação tecnológica. O protocolo concedido a Lula foi equiparado ao dispensado a Barack Obama há uma década, conforme reportou o portal UOL.
Os líderes inauguraram a Hannover Messe, maior feira industrial do mundo, com o Brasil como país parceiro. Essa posição não era ocupada pelo país desde 1980.
Lula e Merz demonstraram otimismo com a entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-União Europeia, prevista para o início de maio. O tratado negociado por mais de vinte anos criará zona de livre comércio para 715 milhões de pessoas e cerca de 20 por cento do PIB global.
Merz afirmou que o pacto fortalecerá todas as economias envolvidas. Lula destacou a necessidade de relações baseadas em confiança e equilíbrio produtivo.
A visita configura a terceira rodada de consultas intergovernamentais de alto nível entre os países. Oito ministros alemães viajaram de Berlim para Hannover para dialogar com seus homólogos brasileiros.
A agenda de Lula ainda prevê reuniões com empresários e visita à sede da Volkswagen em Wolfsburg. A imprensa alemã apresenta o Brasil como porto seguro de estabilidade diante da estagnação local e do retorno de Donald Trump à Casa Branca.
Em discurso na Hannover Messe, Lula enviou recados indiretos ao governo americano. O presidente criticou líderes que pretendem taxar produtos ou punir países por meio de redes sociais.
Lula classificou a guerra no Oriente Médio como uma maluquice. Ele ressaltou que o Brasil permanece distante das consequências diretas dos conflitos em curso.
Merz evitou comentários diretos sobre os temas bélicos. O chanceler defendeu que a força econômica, e não apenas a militar, deve fundamentar as políticas de segurança.
Ele defendeu o livre comércio e a redução de tarifas entre Europa e América do Sul. A posição contrasta com o protecionismo que se fortalece em Washington.
Lula retomou a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU. O presidente questionou a paralisia do órgão diante do aumento de conflitos internacionais.
Este foi o terceiro encontro entre Lula e Merz, sendo que as conversas anteriores ocorreram em cúpulas multilaterais. A corrente de comércio bilateral atingiu 20,9 bilhões de dólares em 2025.
Os investimentos diretos alemães no país somam 38,5 bilhões de dólares. Lula defendeu o reequilíbrio da balança comercial, hoje favorável à Alemanha, e afirmou que o país quer continuar comprando produtos alemães, mas precisa exportar mais itens de alto valor agregado.
A visita consolida o país como ator central na reconfiguração econômica global. O Brasil surge como parceiro indispensável para a indústria europeia que busca estabilidade e crescimento.
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Alice T.
19/04/2026
Engraçado ver a Alemanha agora toda simpática com o Brasil, né? Quando é pra garantir lítio, hidrogênio verde e mercado consumidor, o “país emergente” vira parceiro estratégico rapidinho. Quero ver se essa cooperação vai incluir transferência de tecnologia ou se é mais um papo bonito pra manter a dependência de sempre.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
Tomara que essa aproximação traga resultados concretos, não só discurso bonito. O Brasil precisa de parcerias sérias pra gerar emprego e tecnologia, e a Alemanha é um bom caminho. Só espero que a burocracia e os interesses políticos não travem tudo de novo.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Engraçado ver os mesmos que chamavam Lula de “pária internacional” agora digerindo foto dele com honras de Estado na Alemanha. A diplomacia voltou a funcionar, e o Brasil volta a ser levado a sério. Quando a política externa é guiada por soberania e não por subserviência, o respeito vem naturalmente.
Tadeu
19/04/2026
Legal ver esse papo de cooperação, mas sinceramente, o que me interessa é se isso vai ajudar a segurar a inflação ou atrair mais investimento pro país. Cerimônia e aperto de mão não pagam as contas nem valorizam a bolsa. Vamos ver se vem resultado real pra economia.
Fernando O.
19/04/2026
Bom ver que a Alemanha está tratando o Brasil com o peso que merece. Cooperação econômica e tecnológica é o que realmente importa — não gritaria ideológica. Enquanto isso, tem gente por aqui achando que o mundo gira em torno de delírio de WhatsApp.
Zizi
19/04/2026
Olha só, meninos, o mundo percebe o valor de um Brasil soberano e digno! Lula mostra que diplomacia se faz com respeito e cooperação, não com submissão. Enquanto alguns ainda choram por atenção dos gringos, o Brasil volta a ser parceiro de verdade, de igual pra igual.
Tonho Patriota
19/04/2026
FAZ O L AÍ, POVO! AGORA O LULINHA TÁ VENDENDO O BRASIL PROS ALEMÃO, CERTEZA QUE TEM NIOBIO NO MEIO DESSA HISTÓRIA! ISSO É TUDO PLANO DO COMUNISMO PRA CONTROLAR A GENTE COM MAMADEIRA E CHIP 5G! ACORDA BRASIL!
Jeferson da Silva
19/04/2026
Tonho, larga o zap um pouco e vem ver o chão de fábrica, companheiro. A gente quer é emprego, investimento e respeito pros trabalhadores — não teoria de chip em mamadeira.
Miriam
19/04/2026
Bom ver um encontro tratado com seriedade institucional, sem histeria nem palanque. Cooperação internacional se faz com protocolo, planejamento e resultados concretos — não com briga ideológica. Que sigam nesse tom.
Pedro
19/04/2026
Enquanto os grandões apertam as mãos lá fora, aqui a gente continua apertando o cinto pra encher o tanque. Tomara que essa tal “cooperação” traga alguma melhora pro povo de verdade, porque gasolina e IPVA não têm diplomacia nenhuma.
Adalberto Livre
19/04/2026
AH PRONTO, AGORA O LULA VIRA ESTADISTA INTERNACIONAL E TODO MUNDO FINGE QUE TÁ TUDO BEM! ESSES ALEMAO GOSTA MESMO É DE NEGÓCIO, NÃO DE IDEOLOGIA. MAS AQUI NO BRASIL CONTINUA O MESMO PAPO DE COMUNISMO DISFARÇADO EM “COOPERAÇÃO”. QUERO VER É SE ESSA TAL PARCERIA VAI BAIXAR O PREÇO DO FEIJÃO!
Maura Santos
19/04/2026
Adalberto, se depender da turma que você defende, o feijão sobe e ainda falta luz pra cozinhar — lembra do apagão? Cooperação é o que evita a gente voltar praquele breu, meu caro.