O Ministério do Turismo divulgou nesta semana um levantamento com 11 municípios brasileiros que movimentam a economia criativa por meio do patrimônio cultural. A lista integra o Mapa do Turismo Brasileiro, uma ferramenta governamental utilizada para direcionar políticas públicas e repasses financeiros para o setor. O documento elenca destinos distribuídos por diferentes regiões geográficas, desde a faixa costeira do Nordeste até o interior das serras mineiras.
De acordo com o órgão federal, a conservação da arquitetura colonial e a manutenção de manifestações folclóricas operam como motores para a geração de empregos locais. A relação inclui Salvador, que mantém os casarões originais do Pelourinho, e Ouro Preto, cidade mineira tombada como Patrimônio Mundial pelas Nações Unidas no ano de 1980. O destino do Sudeste concentra as principais estruturas do ciclo do ouro e resguarda as obras originais de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Destinos de memória incluídos no roteiro oficial
As cidades selecionadas pela pasta governamental abrigam acervos protegidos por institutos de patrimônio histórico e sediam festividades de alcance internacional. O roteiro detalha rotas de visitação que mantêm equipamentos culturais abertos durante todas as estações do ano. Entre os complexos de valorização listados no levantamento público estão:
- Paraty, no estado do Rio de Janeiro, que sedia anualmente a Festa Literária Internacional.
- Belém, capital do Pará, base do Mercado Ver-o-Peso construído há 398 anos.
- Manaus, no estado do Amazonas, sede do Teatro Amazonas erguido no ciclo da borracha em 1896.
- Recife e Olinda, em Pernambuco, municípios que dividem a herança de ritmos centenários como o frevo.
A viabilidade comercial desses trajetos recebe apoio do programa Conheça o Brasil Voando, focado em expandir a oferta de assentos em rotas aéreas domésticas. A integração de voos atende praças como a do Maranhão, onde o público explora os casarões de São Luís e as ruínas imperiais de Alcântara. A circulação regular de viajantes injeta os recursos necessários para proteger as estruturas civis e custear as apresentações de cultura popular.