O vice-ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Hossein al-Ezzi, afirmou que o fechamento do estreito de Bab el-Mandeb por Sanaa representaria medida irreversível. Nenhuma potência externa seria capaz de reabri-lo caso a decisão seja tomada.
A declaração foi divulgada em sua conta na rede social X em meio ao agravamento das tensões no Mar Vermelho. Al-Ezzi pediu que as potências ocidentais interrompam políticas que impedem a restauração da paz e desrespeitam direitos das nações envolvidas.
O diplomata citou diretamente o presidente Donald Trump. Ele solicitou que Trump e seus aliados cessem ações que alimentam a instabilidade regional.
O estreito de Bab el-Mandeb conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e constitui uma das rotas marítimas mais críticas do planeta para o transporte de petróleo e mercadorias. Seu fechamento provocaria impacto imediato sobre o comércio global entre o Canal de Suez e o Oceano Índico.
Conforme noticiou o portal Mehr News, o ministro da Defesa iemenita, general Mohammed al-Atifi, declarou que as forças armadas do país operam no auge de sua prontidão. O general garantiu que o Iêmen responderá a qualquer agressão contra seu território nacional.
Al-Atifi destacou a recente ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Ele avaliou que os eventos reforçaram a unidade entre os grupos de resistência na região.
As forças iemenitas lançaram mísseis balísticos contra alvos no sul dos territórios ocupados por Israel. A operação foi apresentada como resposta aos ataques contra o Irã e como gesto de apoio à República Islâmica e a movimentos aliados no Líbano, no Iraque e na Palestina.
Os militares iemenitas indicaram que o lançamento marca elevação no nível de envolvimento direto nos conflitos em curso. Eles justificaram a ação pela escalada de agressões e pela destruição de infraestrutura em vários países da região.
O Bab el-Mandeb concede ao Iêmen relevante poder de dissuasão nas disputas marítimas atuais. A passagem estratégica tem registrado ataques a navios comerciais e operações navais de múltiplas potências.
A declaração de Hossein al-Ezzi reforça a postura firme de Sanaa diante das pressões externas. O pronunciamento ocorre enquanto o Mar Vermelho se mantém como foco de disputas que afetam a segurança energética mundial.
As consequências de um eventual fechamento do estreito extrapolam a esfera regional. Países dependentes dessa rota enfrentariam elevação de custos, atrasos logísticos e reconfiguração de fluxos comerciais globais.
O controle da passagem assume importância central na atual conjuntura de instabilidade no Oriente Médio. Autoridades iemenitas sinalizam que não permanecerão inertes frente a ações que consideram ameaças diretas à sua soberania e aos aliados regionais.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.