O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, elogiou o desempenho da equipe de negociadores iranianos e defendeu a continuidade do apoio popular às tratativas em reunião com ministros e altos executivos no Quartel-General de Regulação de Mercado.
Aref afirmou que os representantes do país atuam com coragem e prudência na defesa dos interesses nacionais. Os negociadores enfrentam cenário de guerra e intensa pressão internacional.
O vice-presidente criticou a abordagem dos Estados Unidos nas negociações. Washington adota comportamento contraditório e infantil, alternando entre pedidos de cessar-fogo sob pressão e atitudes de obstinação em seguida.
Essa oscilação revela inconsistência da política americana em relação ao Oriente Médio e à República Islâmica. Aref fez as declarações conforme registrou o portal Mehr News.
O dirigente iraniano tratou do Estreito de Ormuz como ponto estratégico. Ele garantiu que o Irã preservará as conquistas obtidas em período de guerra, com ênfase no controle e na segurança dessa via marítima essencial ao comércio global de energia.
Aref assegurou que o país não precisa aguardar o fim das sanções impostas por adversários. Tais restrições já perderam eficácia prática.
O vice-presidente elogiou a atuação integrada entre governo, técnicos e setores produtivos. Essa coordenação garantiu o fornecimento de bens essenciais à população mesmo sob as dificuldades do conflito.
Ele considerou a coesão entre ministérios, especialistas e entidades representativas um modelo eficaz de gestão em tempos difíceis. Aref citou três desafios sucessivos enfrentados pela atual administração.
A guerra de 12 dias, a tentativa de golpe planejada em janeiro e a guerra de 40 dias testaram a capacidade do governo iraniano. Apesar das crises, o presidente Masoud Pezeshkian priorizou unidade, consenso e coesão social.
Aref destacou o engajamento do povo iraniano nas ruas. Essa mobilização elevou o moral das forças armadas e fortaleceu a posição diplomática do país.
A participação popular ajudou o Irã a resistir às pressões externas e a manter independência política e econômica. Os participantes da reunião aprovaram proposta do Ministério da Jihad Agrícola para reforçar reservas estratégicas de alimentos.
A medida prevê liberação de divisas para importações prioritárias. As autoridades autorizaram ainda pacote de apoio aos setores industriais afetados pela guerra.
O pacote busca preservar empregos e garantir continuidade da produção nacional. As declarações de Aref reforçam a ênfase iraniana no controle do Estreito de Ormuz e na capacidade interna de superar bloqueios.
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Zé Trovãozinho
19/04/2026
Mais um exemplo de como esses regimes autoritários se protegem entre si e tentam posar de vítimas. Enquanto isso, o mundo passa pano e finge que o problema é sempre “o imperialismo dos EUA”. É só olhar pra Venezuela e Cuba pra ver o resultado desse tipo de discurso.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Zé, curioso como você fala em “regimes autoritários” mas ignora o autoritarismo econômico que os EUA impõem ao resto do mundo. Quando o tema é soberania e autodeterminação, o imperialismo não é desculpa — é o centro da questão.
Vanessa Silva
19/04/2026
Essas declarações mostram como a diplomacia ainda é o caminho mais inteligente, mesmo em contextos tensos. O mundo precisa de menos retórica de confronto e mais foco em acordos que realmente melhorem a vida das pessoas.
Renato Professor
19/04/2026
Interessante observar como o Irã, mesmo sob intensa pressão externa, mantém uma coerência estratégica em suas negociações. Enquanto os EUA insistem em impor sua lógica de dominação econômica, Aref reforça a importância da soberania e da coesão interna — algo que, aliás, muitos países periféricos poderiam aprender.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Interessante ver o Irã tentando manter uma postura de diálogo enquanto critica os EUA. Mostra como a disputa geopolítica ainda é travada tanto no campo diplomático quanto no simbólico. Resta saber se essas negociações vão render resultados concretos ou se é só mais um jogo de cena.
Maura Santos
19/04/2026
Difícil levar a sério o “discurso de liberdade” dos EUA quando eles vivem sabotando qualquer negociação que não siga o script deles. O Irã tenta manter diálogo e soberania, e vem sempre a mesma pressão. Parece replay da hipocrisia de quem fala em democracia mas adora um bloqueio econômico.
Jeferson da Silva
19/04/2026
Enquanto os poderosos brigam em mesas de negociação, é sempre o povo que paga a conta. Aqui e lá, trabalhador quer é paz pra produzir e viver com dignidade, não guerra de interesse. Os EUA falam em democracia, mas vivem metendo o bedelho onde tem petróleo.
Fernando O.
19/04/2026
Interessante ver o Irã tentando reforçar a narrativa de resistência enquanto elogia seus negociadores. No fim, é tudo cálculo político: mostrar força interna e culpar os EUA pelo impasse. Mas o jogo real é econômico — sanções, petróleo e sobrevivência do regime.
Adalberto Livre
19/04/2026
LÁ VEM MAIS UM COMUNISTA PASSANDO PANO PRA DITADURA!!! ESSES NEGOCIADORES DEVEM É TÁ RINDO DA CARA DO POVO, ENQUANTO OS EUA FICAM PAGANDO DE BONZINHOS. ISSO AÍ É O MUNDO DE CABEÇA PRA BAIXO MESMO!!!
Celio Fazendeiro
19/04/2026
Lá vem mais um desses discursos inflamados contra os EUA, como se isso resolvesse alguma coisa. Enquanto eles batem no peito e fazem pose, o povo continua vivendo na miséria. Política internacional virou palanque pra bravata — e nego ainda aplaude.
Zizi
19/04/2026
Celio, meu caro, o problema é que quando os EUA batem no peito, o mundo inteiro sente o baque — inclusive o povo que você menciona. Discutir isso não é bravata, é entender quem realmente puxa as cordas da miséria.