O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã mantém diálogo constante com a Rússia e a China diante da escalada de tensões no Golfo Pérsico. O diplomata indicou que essa articulação busca garantir a responsabilização dos Estados Unidos e de Israel por violações da legalidade internacional.
Baghaei destacou que tal responsabilização pode ocorrer no Conselho de Segurança da ONU ou em plataformas alternativas como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai. Ele considerou que esses fóruns permitem papel decisivo de Moscou e Pequim em favor da estabilidade regional.
O porta-voz iraniano agradeceu o veto russo e chinês a um projeto de resolução sobre navegação no estreito de Ormuz. Baghaei classificou o texto como contrário aos interesses da paz na região.
O documento propunha escolta militar a navios mercantes sob pretexto de defender a liberdade de navegação. Teerã interpretou a medida como tentativa de militarizar área estratégica vital para o comércio global.
O representante permanente da Rússia na ONU, Vasili Nebenzia, declarou que Moscou não poderia apoiar texto que criasse precedente perigoso ao direito internacional. Nebenzia argumentou que ignorar as causas da crise — incluindo ações dos Estados Unidos e Israel contra o Irã — seria inadmissível.
A delegação chinesa sustentou que o projeto não refletia visão equilibrada do conflito no Oriente Médio. Os diplomatas de Pequim defenderam abordagem multilateral e pacífica para reduzir as tensões regionais.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo mundial transportado por mar. O Irã reitera que a presença militar ocidental nas proximidades ameaça a soberania dos países do Golfo.
Baghaei classificou o veto russo-chinês como ação responsável alinhada com a realidade regional. O porta-voz reafirmou que o Irã continuará cooperando com parceiros estratégicos para defender o direito internacional.
Teerã enxerga nessa parceria o caminho para consolidar uma ordem multipolar. A diplomacia iraniana aposta na cooperação com os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai para reduzir a influência unilateral dos Estados Unidos na região.
A República Islâmica busca preservar sua soberania e contribuir para uma ordem internacional baseada em respeito mútuo e não intervenção. Essa estratégia aprofunda o alinhamento com parceiros que compartilham a visão de um mundo sem hegemonias.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: China acusa EUA e Israel de bloquear Ormuz e Rússia se oferece para mediar guerra no Irã
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Eduardo C.
20/04/2026
Interessante ver esse alinhamento do Irã com China e Rússia. Mas antes de tirar conclusões, quero ver números: qual é o volume real de comércio e cooperação militar entre eles? Sem dados concretos, é só retórica diplomática.
Zé Trovãozinho
20/04/2026
Mais uma prova de que o mundo está cansado da hegemonia americana. Quando China, Rússia e Irã se articulam, é sinal de que o tabuleiro geopolítico está mudando rápido. Os EUA e Israel não vão poder agir impunemente pra sempre.
Renato Professor
20/04/2026
Zé Trovãozinho, o curioso é que essa “fadiga da hegemonia” não nasce de um súbito amor por multipolaridade, mas de décadas de abuso do próprio sistema que os EUA criaram. O tabuleiro muda, sim, mas quem entende economia solidária sabe: hegemonia só se desmonta quando a base produtiva e social também muda — e nisso, China e Irã ainda jogam com as mesmas peças do velho capitalismo de Estado.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais uma vez esses regimes autoritários se juntando pra posar de vítimas e culpar o Ocidente. Enquanto isso, o Irã continua financiando milícia e reprimindo o próprio povo. Rússia e China só entram nesse jogo pra ganhar influência e petróleo barato.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Interessante ver o tabuleiro geopolítico se reorganizando. Enquanto os EUA seguem impondo sanções e alimentando conflitos, Irã, China e Rússia articulam uma frente que lembra o equilíbrio multipolar sonhado por muitos desde Bandung. Quem ainda acha que o mundo gira em torno de Washington precisa atualizar o mapa mental urgentemente.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Interessante ver o bloco sino-russo-iraniano se consolidando enquanto os EUA e Israel seguem apostando na força bruta. O mundo multipolar está nascendo, e quem ainda acha que Washington manda em tudo está vivendo em 1995.
Lurdinha Deus Acima de Todos
20/04/2026
Gente, o mundo tá virando um barril de pólvora mesmo 😱🙏! Esses países se juntando contra os outros é sinal dos tempos, viu? 🇧🇷🇺🇸 Que Deus tenha misericórdia e proteja as famílias, porque do jeito que vai, daqui a pouco vão até fechar as igrejas!
Augusto Silva
20/04/2026
O tabuleiro geopolítico está virando, e os EUA já não mandam mais sozinhos no pedaço. China, Rússia e Irã se articulando é sinal de que o mundo multipolar chegou pra ficar. Quem ainda acha que o “xerife” ocidental dita as regras, precisa atualizar o mapa mental urgente.
Carlos A. Mendes
20/04/2026
Complicado esse jogo de potências. No fim das contas, quem paga o preço são sempre os povos, não os governos. Mas é bom ver que o mundo não gira mais só em torno dos EUA — talvez esse equilíbrio obrigue todo mundo a pensar duas vezes antes de apertar o gatilho.
Beto Engenheiro
20/04/2026
Enquanto eles ficam nessa disputa geopolítica, quem sofre é o comércio e a infraestrutura global. O mundo precisa de investimento em transporte e energia, não de sanção e retaliação. Se os grandes se unissem pra construir em vez de brigar, todo mundo ganhava.
Tonho Patriota
20/04/2026
AÍ Ó, MAIS UMA PROVA QUE O MUNDO TÁ VIRANDO COMUNISTA! IRÃ, CHINA E RÚSSIA TUDO JUNTO PRA DOMINAR O PLANETA E ACABAR COM O OCIDENTE. ISSO É O QUE DÁ FAZER O L E VOTAR EM QUEM VENDE O BRASIL PRO GLOBALISMO! ACORDA, GENTE, ACORDA!
Maura Santos
20/04/2026
Tonho, respira. Nem todo acordo entre países é conspiração comunista — chama-se diplomacia. E se o “Ocidente” que você defende é o do apagão de 2001 e da gasolina a oito conto, melhor repensar quem tá vendendo o quê.