O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que não há qualquer justificativa para uma intervenção dos Estados Unidos em Cuba, durante coletiva de imprensa conjunta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Hannover.
Merz declarou que não existe absolutamente nenhuma base discernível para uma intervenção na ilha. O chanceler enfatizou que as dificuldades econômicas e sociais enfrentadas por Havana não representam ameaça a outros países.
Friedrich Merz defendeu que eventuais disputas envolvendo Cuba sejam resolvidas por meios diplomáticos e pacíficos. Ele alertou que iniciar um novo conflito geraria apenas mais instabilidade internacional.
Lula expressou posição semelhante durante o evento. O presidente questionou onde está a autodeterminação dos povos e onde está o respeito aos direitos humanos nas pressões sobre Havana.
Donald Trump assinou ordem executiva declarando emergência nacional diante da suposta ameaça representada por Cuba. O documento acusa o governo cubano de abrigar grupos terroristas transnacionais e de permitir presença militar e de inteligência da Rússia e da China em seu território.
Com base nessa ordem, Washington anunciou tarifas punitivas contra países que exportem petróleo para Cuba. O governo norte-americano ameaçou ainda com represálias contra aqueles que descumprirem a determinação da Casa Branca.
O governo cubano reagiu com veemência à medida assinada por Trump. As autoridades de Havana classificaram a decisão como expressão do caráter fascista, criminal e genocida de uma elite que sequestrou os interesses do povo norte-americano.
Cuba reiterou que defenderá sua integridade territorial contra qualquer ameaça. O país caribenho denunciou o bloqueio econômico mantido pelos Estados Unidos por mais de seis décadas.
Esse embargo unilateral continua a afetar gravemente a economia cubana. A política é condenada anualmente pela maioria dos países na Assembleia Geral da ONU.
A posição de Merz ao lado de Lula demonstra convergência na defesa da soberania nacional. Os dois líderes priorizaram o diálogo em relação a ações unilaterais.
Segundo o portal RT, a fala do chanceler marca posicionamento claro de Berlim. A coletiva expôs as tensões diplomáticas entre Washington e Havana.
Com informações de ACTUALIDAD.
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