A China desenvolveu estrutura industrial suficiente para construir até 50 reatores nucleares de forma simultânea, transformando o país em protagonista global do setor atômico civil.
O país opera atualmente 58 reatores em escala comercial e mantém outros 36 em fase de construção. Esse volume supera a soma de todos os projetos nucleares em andamento no restante do mundo.
As autoridades chinesas já autorizaram a construção de mais 16 reatores que elevarão a capacidade instalada para 125 gigawatts. O presidente da Associação de Energia Nuclear da China, Yang Changli, projeta atingir 200 gigawatts até 2040 com base em tecnologias de quarta geração.
Yang Changli destacou que o planejamento inclui padronização de projetos e avanços em engenharia para elevar eficiência e segurança operacional. A China domina todo o ciclo de vida nuclear, desde o desenho e licenciamento até a construção e operação das usinas.
O relatório da Associação de Energia Nuclear da China enfatiza a autonomia tecnológica que elimina dependências externas e reforça a indústria nacional. Pequim projeta superar os Estados Unidos em volume total de geração nuclear até 2030 e consolidar a liderança mundial no segmento.
Conforme reportou o South China Morning Post, o documento revela ainda o uso intensivo de inovação para reduzir emissões e garantir suprimento energético estável. A demanda industrial e urbana crescente impulsiona essa expansão coordenada pelo Estado.
A estratégia nuclear integra-se ao esforço nacional de transição energética com escala e planejamento centralizado. O domínio do ciclo completo abre caminho para exportação de tecnologia a parceiros comerciais em mercados emergentes.
Especialistas registram que o ritmo atual de obras redefine o equilíbrio global da energia atômica nas próximas décadas. A China combina investimento maciço com padronização industrial para sustentar o crescimento de sua matriz de baixo carbono.
Com informações de SCMP.
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