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Cientistas da UNESP comprovam que sementes de moringa removem microplásticos da água potável

14 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Cientistas da UNESP comprovam que sementes de moringa removem microplásticos da água potável. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) identificaram que as sementes da planta Moringa oleifera podem eliminar microplásticos da água potável de forma natural e sem produtos químicos agressivos. O estudo, publicado na […]

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Ilustração editorial sobre Cientistas da UNESP comprovam que sementes de moringa removem microplásticos da água potável. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) identificaram que as sementes da planta Moringa oleifera podem eliminar microplásticos da água potável de forma natural e sem produtos químicos agressivos. O estudo, publicado na revista ACS Omega e divulgado pelo ScienceDaily, mostra que o extrato salino das sementes atua como coagulante natural.

De acordo com os testes realizados no Instituto de Ciência e Tecnologia da UNESP em São José dos Campos, o desempenho do extrato vegetal foi comparável ao do sulfato de alumínio, amplamente usado em estações de tratamento. Em águas mais alcalinas, o método natural superou a eficiência do coagulante químico tradicional.

A engenheira Gabrielle Batista, primeira autora do estudo e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental da UNESP, explicou que o extrato neutraliza as cargas elétricas negativas das partículas de plástico. Esse processo faz com que as partículas se unam em flocos maiores, facilmente retidos nos filtros de areia dos sistemas de tratamento.

O professor Adriano Gonçalves dos Reis, líder do projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), ressaltou que o método é especialmente promissor para uso doméstico e em pequenas comunidades rurais. Ele observou que o principal desafio é o aumento da matéria orgânica dissolvida, cuja remoção adicional pode elevar os custos em escala industrial.

Os testes laboratoriais utilizaram água de torneira contaminada artificialmente com microplásticos de cloreto de polivinila (PVC), um dos plásticos mais comuns em ambientes aquáticos. Os fragmentos foram expostos à radiação ultravioleta para simular o envelhecimento natural que ocorre em rios e lagos antes da aplicação dos coagulantes.

Após o tratamento, as amostras foram analisadas por microscopia eletrônica de varredura e por medições a laser de difração. Os resultados confirmaram níveis semelhantes de remoção de microplásticos entre o extrato de moringa e o sulfato de alumínio.

A equipe agora realiza experimentos com amostras coletadas diretamente do rio Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento de água para São José dos Campos. Os primeiros resultados indicam que o extrato de moringa mantém sua eficácia mesmo diante das complexas condições encontradas na água natural do rio.

Reis alertou para a crescente preocupação internacional com coagulantes à base de alumínio e ferro, que não são biodegradáveis e podem deixar resíduos tóxicos no ambiente. A moringa surge como alternativa sustentável de baixo custo, especialmente em países tropicais onde a planta é abundante e suas sementes integram a alimentação humana.

Essa descoberta abre caminho para tecnologias de tratamento de água mais ecológicas e acessíveis para comunidades menores. Os pesquisadores seguem trabalhando para otimizar o processo e superar as limitações relacionadas ao aumento de matéria orgânica dissolvida.


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Tadeu

21/04/2026

Legal ver esse tipo de pesquisa, mas fico pensando se isso vai virar algo acessível ou é só mais um estudo que não sai do laboratório. No fim das contas, o que me interessa é se isso vai baratear o tratamento da água e segurar a inflação.

Jeferson da Silva

21/04/2026

Olha aí, quando a universidade pública tem investimento e liberdade pra pesquisar, aparece resultado que melhora a vida do povo! Enquanto tem gente querendo cortar verba e privatizar tudo, os cientistas da UNESP estão limpando até a água que a gente bebe. Isso é o Brasil que dá certo quando o trabalhador e a ciência andam juntos.

Rubens O Pescador

21/04/2026

Olha só, o Brasil tem cabeça boa demais, só falta o governo investir direito na pesquisa. Lá no tempo do Lula o povo da universidade tinha recurso, fazia milagre com pouco e ainda pensava no bem do povo. Essa moringa aí podia resolver coisa séria, mas precisa é de apoio, não de corte de verba.

Rick Ancap

21/04/2026

Mais um exemplo de como a iniciativa privada seria mil vezes mais rápida se o Estado não monopolizasse as universidades. Aposto que se deixassem empreendedores cuidarem disso, já teria startup vendendo água limpa sem precisar de verba pública. Mas claro, vão dizer que é “pela ciência” enquanto queimam imposto dos outros.

    Maura Santos

    21/04/2026

    Rick, curioso como a “iniciativa privada” some quando o assunto é pesquisa de base, né? Se dependesse só de startup, a gente ainda tava esperando o pitch deck pra resolver o microplástico — e pagando caro por cada gole d’água.

Karina Libertária

21/04/2026

Ai, gente, sério? Agora até semente de planta vai “salvar o planeta”? Isso é coisa de quem nunca saiu do Brasil e acha que pesquisa resolve tudo. Aqui em Miami a água é clean de verdade, não precisa dessas invenções. Investe direito, faz o upgrade de vida e pronto!

Evelyn Olavo

21/04/2026

Que notícia incrível! A moringa já era conhecida pelos benefícios nutricionais, e agora mostra potencial ambiental também. É bom ver a ciência brasileira oferecendo soluções simples e sustentáveis para problemas tão sérios como os microplásticos.

    Mariana Ambiental

    21/04/2026

    Pois é, Evelyn! Enquanto a moringa mostra como a natureza resolve o que o lucro destrói, o agronegócio segue despejando plástico e veneno nos rios. A ciência popular precisa de mais espaço que os latifúndios travestidos de progresso.

Alice T.

21/04/2026

Olha aí, a universidade pública brasileira entregando inovação de verdade enquanto os bilionários do agro e da indústria fingem que reciclagem resolve tudo. Moringa limpando microplástico é o tipo de solução sustentável que o mercado nunca financiaria, porque não dá lucro rápido. Viva a ciência pública e o investimento em pesquisa nacional!

Silvia D.

21/04/2026

Excelente notícia! É animador ver a ciência brasileira oferecendo soluções sustentáveis para problemas tão sérios como a contaminação por microplásticos. Isso mostra que investir em pesquisa e em universidades públicas traz resultados concretos para a saúde e para o meio ambiente.

Tonho Patriota

21/04/2026

AHAM, AGORA INVENTARAM QUE SEMENTE TIRA PLÁSTICO DA ÁGUA! ISSO É COISA DO COMUNISMO VERDE, PRA CONTROLAR A GENTE PELO CLORO! EU SÓ BEBO ÁGUA DE POÇO, NATURAL, SEM ESSAS INVENÇÕES DA UNESP QUE FAZ O L!

    Augusto Silva

    21/04/2026

    Tonho, relaxa que a moringa não é comunista, é só uma planta — e bem eficiente, aliás. Se ela tirar até um pouco do cloro das teorias que você anda bebendo, já vai ser um avanço pra saúde pública.

Celio Fazendeiro

21/04/2026

Mais uma dessas pesquisas que servem pra enganar trouxa e pedir verba pública. Daqui a pouco vão dizer que dá pra limpar rio com florzinha e salvar o planeta abraçando árvore. Isso é papo de quem nunca precisou irrigar uma lavoura de verdade.

    Zizi

    21/04/2026

    Ô Celio, meu filho, se os cientistas da UNESP estudam é justamente pra ajudar quem vive da terra — inclusive você. Ciência não é papo de florzinha, é ferramenta pra garantir que a água da sua lavoura continue limpa.


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