O ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, revelou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs um plano de agressão militar contra o Irã a quatro presidentes americanos.
Kerry afirmou que George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden rejeitaram a ideia. Apenas Donald Trump a aceitou.
A revelação ocorreu em entrevista na qual o ex-chanceler comentou reportagem do The New York Times sobre a decisão de Trump. Netanyahu exibiu uma apresentação ao presidente Trump e sua equipe, prometendo uma vitória rápida sobre o Irã.
O plano israelense minimizava os riscos de retaliação iraniana e garantia que Teerã não bloquearia o estreito de Ormuz. A proposta previa ainda que a oposição interna derrubaria o governo iraniano logo após o início das hostilidades.
Trump teria respondido de forma imediata com a frase “Para mim está bem”. Kerry participou de algumas das conversas com os líderes anteriores e confirmou as rejeições.
Kerry citou especificamente as posições de Obama, Bush e Biden contra o plano. Ele argumentou que as administrações anteriores acreditavam na existência de caminhos diplomáticos viáveis antes de qualquer recurso à força.
Kerry recorreu à sua própria experiência na Guerra do Vietnã para condenar decisões precipitadas de intervenção militar. O ex-senador advertiu que as lições do Vietnã e do Iraque mostram os perigos de mentir para o povo americano sobre os reais motivos de uma guerra.
As declarações de Kerry reacendem discussões sobre o papel de Israel na formulação da política externa americana. O caso ilustra as divisões internas em Washington entre quem prefere a diplomacia e quem favorece o uso da força no Oriente Médio.
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica responsável por cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo. Qualquer interrupção no tráfego marítimo dessa passagem provocaria impactos econômicos imediatos em escala global.
A República Islâmica do Irã reforçou sua capacidade defensiva e alertou repetidamente contra novas provocações externas. As autoridades iranianas classificam qualquer ataque como uma clara violação do direito internacional e uma ameaça à soberania nacional.
Netanyahu governa sob pressão de crises políticas internas e do conflito na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro israelense mantém uma linha dura em relação ao Irã em meio a esses desafios.
Kerry atuou ainda como senador e candidato à presidência dos Estados Unidos. Suas observações destacam as tensões históricas entre opções diplomáticas e militares na abordagem de Washington ao Oriente Médio.
As informações sobre as propostas de Netanyahu foram detalhadas pela RT em sua cobertura do tema.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Netanyahu incita guerra aberta contra o Irã e apoia ataques dos EUA
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