Ao menos 34 petroleiros vinculados à República Islâmica do Irã conseguiram driblar o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no golfo de Omã, segundo levantamento do Financial Times com base em dados da empresa de rastreamento marítimo Vortexa.
De acordo com a RT, 19 navios escaparam ao deixar o golfo de Omã rumo ao mar aberto. Outros 15 seguiram a rota inversa e se aproximaram dos portos iranianos pelo mar Arábico.
Seis dessas embarcações transportavam juntas 10,7 milhões de barris de petróleo bruto. O volume equivale a aproximadamente 910 milhões de dólares em valor de mercado.
O bloqueio foi imposto pelos Estados Unidos durante uma trégua temporária nas hostilidades regionais e depois expandido para embarcações iranianas em alto-mar. A medida integra a estratégia de pressão unilateral de Washington sobre Teerã no Oriente Médio.
O Comando Central dos EUA informou que a Marinha americana obrigou 28 navios a retornar a portos iranianos desde o início da operação. O número de embarcações que escaparam revela as limitações práticas do controle marítimo total na região.
Donald Trump classificou a operação como “um tremendo sucesso”. Os dados de rastreamento marítimo contradizem diretamente essa avaliação.
A frota comercial iraniana e o profundo conhecimento das rotas locais permitiram que dezenas de petroleiros burlassem o cerco. O episódio expõe os desafios enfrentados pela pressão naval unilateral de Washington e a resiliência da cadeia de exportação energética iraniana.
A disputa segue marcando as tensões entre os dois países. O Irã mantém canais de exportação ativos apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Superpetroleiro iraniano rompe bloqueio naval dos EUA no estreito de Ormuz
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