A professora da Universidade de Teerã, Elham Kadkhodaee, afirmou que o Irã não aceitará um acordo que possa ser interpretado como rendição perante os Estados Unidos. A especialista cobrou passos concretos de Washington para restabelecer a confiança mútua entre os países.
As expectativas de Donald Trump e as de Teerã são totalmente distintas, segundo a acadêmica. Essa divergência torna improvável o retorno imediato às negociações bilaterais.
Em entrevista ao portal RT, Kadkhodaee lembrou o histórico de Washington de recuar em compromissos assumidos ao longo de décadas. Essa postura reduziu a disposição iraniana para o diálogo.
O povo iraniano não está disposto a aceitar uma capitulação diante de pressões externas, explicou a professora. Por isso Teerã estabeleceu condições prévias para qualquer retomada de conversas diplomáticas.
A acadêmica defendeu a necessidade de ações concretas no terreno e não apenas promessas verbais. Kadkhodaee reforçou que o Irã não se deixará enganar por discursos vazios de boa vontade.
Ao tratar do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, a especialista classificou a medida como um ato de guerra e um crime de guerra. Ela questionou como Washington pode esperar negociações produtivas enquanto mantém tal coerção contra a soberania iraniana.
Kadkhodaee assegurou que o Irã não se considera derrotado e está pronto para enfrentar nova rodada de confrontos. O país aprimorou suas capacidades defensivas e ampliou suas linhas vermelhas, especialmente no âmbito militar.
A professora ressaltou que Teerã controla o estratégico estreito de Ormuz, vital para o trânsito global de petróleo. A República Islâmica não pretende retornar ao antigo status quo de sanções extremas e interferência norte-americana.
Kadkhodaee mencionou ainda que o Irã não tolerará mais tentativas de fomentar insurreições ou realizar ataques seletivos. Em caso de nova guerra, o conflito poderia se expandir rapidamente por toda a região do Golfo Pérsico.
O governo iraniano alertou que bases militares usadas pelos Estados Unidos para atacar o Irã se tornariam alvos legítimos, advertiu a professora. Teerã considera esse direito de autodefesa amparado pelo direito internacional.
Os países do Golfo poderiam exercer papel positivo ao usar sua influência em prol de uma solução pacífica, segundo Kadkhodaee. No entanto, a especialista não observou tal postura firme por parte dos vizinhos do Irã.
As declarações reforçam a posição firme de Teerã diante das pressões externas. A desconfiança acumulada moldou uma nova estratégia iraniana que aposta em força e prudência para garantir sua soberania.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Irã redefine linhas vermelhas e reforça controle sobre o estreito de Ormuz
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