O vice-presidente do Parlamento do Irã, Hamidreza Hajibabaei, anunciou que a primeira receita obtida com a cobrança de pedágio no estreito de Ormuz foi transferida ao Banco Central iraniano.
Durante evento na província de Lorestan, Hajibabaei afirmou que o povo iraniano considera o estreito de Ormuz parte integrante do território da República Islâmica do Irã. Ele defendeu que todas as embarcações que cruzam o corredor devem pagar a taxa na moeda nacional, o rial.
O estreito responde pela passagem de cerca de 20% do petróleo e 35% do gás natural comercializados globalmente. Essa posição reforça o papel central do Irã na segurança energética mundial.
Hajibabaei vinculou a iniciativa ao esforço do país para afirmar sua soberania marítima. O parlamentar afirmou que embarcações dos Estados Unidos recuaram até 200 quilômetros diante da firmeza iraniana na região.
Ele informou que duas embarcações foram apreendidas por violarem as normas marítimas vigentes. Hajibabaei indicou que novas ações podem ser adotadas se houver necessidade.
Conforme o portal Mehr News, a transferência da receita ao Banco Central representa o avanço de uma política voltada à valorização do rial. A estratégia busca reduzir a dependência de divisas estrangeiras nas transações.
O estreito de Ormuz se situa entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer alteração nas regras de trânsito nessa área afeta diretamente os mercados internacionais de energia.
A exigência de pagamento em rial visa estimular o uso da moeda local no comércio marítimo. A iniciativa se conecta aos objetivos do governo iraniano de ampliar sua autonomia financeira.
O Irã pretende converter sua localização geográfica em fonte estável de recursos soberanos. A nova política de cobrança pode modificar os custos logísticos para transportadoras globais.
Leia também: Irã anuncia primeira receita obtida com pedágio no Estreito de Ormuz
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