O vice-presidente do Parlamento iraniano, Hadi Haghshenas, confirmou o recebimento da primeira receita gerada pelas taxas de pedágio no estreito de Ormuz. O valor foi depositado na conta do Banco Central do Irã.
A nova cobrança sobre embarcações que cruzam a rota busca ampliar as fontes de receita do país sob sanções dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio a tensões regionais persistentes.
Imagens de satélite revelaram que um superpetroleiro iraniano entrou com sucesso em águas territoriais da República Islâmica. Dois outros navios vinculados ao Irã também atravessaram o estreito de Ormuz.
A Al Jazeera relatou a entrada de uma terceira embarcação relacionada ao Irã no Golfo Pérsico. O navio seguia rumo ao porto de Hamriyah nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. A decisão atendeu a um pedido do governo do Paquistão para permitir mediação adicional.
As forças armadas norte-americanas mantêm o bloqueio naval no estreito de Ormuz e seguem em estado de prontidão. A ordem preserva a pressão militar sobre Teerã mesmo durante a trégua.
O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condicionou a retomada das negociações ao fim completo do bloqueio. Iravani afirmou que o Irã aceita o diálogo sem coerção militar.
As conversas previstas para Islamabad foram suspensas. O adiamento aumenta a incerteza sobre o andamento das tratativas entre as partes.
O estreito de Ormuz responde pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer alteração na rota afeta diretamente os mercados globais de energia.
A cobrança de pedágios é apresentada por Teerã como exercício de soberania sobre sua principal via marítima de exportação. A iniciativa ocorre enquanto o país enfrenta bloqueio naval imposto do exterior.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Irã redefine gestão do estreito de Ormuz com soberania inteligente
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