O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, denunciou que os Estados Unidos utilizam o território e o espaço aéreo de Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para planejar e executar ataques contra o Irã. As acusações foram formalizadas em cartas dirigidas ao secretário-geral António Guterres e ao Conselho de Segurança.
O diplomata afirmou que esses países do Golfo têm responsabilidade direta por permitirem que forças estrangeiras usem suas bases para ações ofensivas contra um Estado soberano. Iravani registrou protesto explícito e vigoroso contra o que descreveu como violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
Nas missivas, o embaixador exigiu que os governos desses países respeitem os princípios de boa vizinhança e interrompam imediatamente o emprego de seus territórios para propósitos militares hostis. Ele alertou que a persistência dessa conduta compromete a estabilidade regional e os esforços para reduzir as tensões no Oriente Médio.
O Irã enviou comunicações separadas a cada um dos países mencionados, detalhando incidentes específicos nos quais bases e corredores aéreos teriam sido utilizados pelos Estados Unidos. Segundo a RT, essas cartas reforçam a posição de que tais ações equivalem a agressões diretas contra um Estado soberano.
A iniciativa diplomática ocorre em um cenário de elevada tensão entre Washington e Teerã, marcado por sanções econômicas severas e operações de caráter encoberto. O governo iraniano reitera que não tolerará violações de sua soberania e que responderá de forma apropriada a qualquer ameaça.
Iravani buscou mobilizar a opinião internacional para que se reconheça a corresponsabilidade dos Estados que autorizam o uso de seu solo em ataques contra terceiros. O embaixador argumenta que a omissão diante dessas práticas estimula a impunidade de potências que operam à margem das normas multilaterais.
Os Estados Unidos mantêm uma extensa rede de bases militares na Península Arábica, justificando sua presença com acordos de defesa regional. Para o Irã, essas instalações servem como plataformas de ataque e vigilância contra nações soberanas como a Síria e o Iêmen.
A carta enviada ao Conselho de Segurança integra a abordagem iraniana de utilizar instâncias multilaterais para expor o que considera abusos contra sua soberania nacional. Teerã sinaliza disposição para dialogar com os vizinhos do Golfo, desde que estes não se subordinem aos interesses militares norte-americanos.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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