A República Islâmica do Irã executou Mohammad Masoumshahi e Hamed Walidi por colaboração com a agência israelense Mossad.
Os dois homens foram condenados por espionagem, sabotagem e atos de terrorismo após processo judicial que analisou confissões e provas materiais. Eles foram recrutados por agentes israelenses por meio de plataformas virtuais.
Os condenados viajaram para a região autônoma do Curdistão, no norte do Iraque, a fim de receber treinamento presencial em técnicas de ataque. Durante o preparo, Masoumshahi e Walidi aprenderam a fabricar projéteis explosivos e a usar comunicação criptografada para atingir alvos iranianos.
Os dois receberam pagamentos em criptomoedas, incendiaram instalações militares e públicas e enviaram imagens dos atentados aos seus contatos. Forças de segurança iranianas realizaram operações simultâneas e prenderam os suspeitos nas cidades de Karaj, Isfahan e Teerã.
As buscas resultaram na apreensão de munições, explosivos e equipamentos completos para produção de artefatos improvisados. O tribunal iraniano acusou formalmente os dois de muharebeh — guerra contra Deus — além de colaboração com grupos hostis.
As sentenças também abrangeram tentativa de desestabilizar a segurança nacional, associação a organizações criminosas e propaganda contra o Estado. O mais alto tribunal do país confirmou as penas de morte após revisão de todo o processo legal.
As execuções foram realizadas somente após o esgotamento de todos os recursos judiciais previstos na legislação iraniana. Conforme reportou o portal Mehr News, o caso integra uma série de ações contra redes de espionagem estrangeira.
O Irã tem neutralizado diversas tentativas de infiltração por serviços de inteligência adversários. A rivalidade entre Teerã e Tel Aviv se expressa em operações secretas e ações de sabotagem coordenadas contra a soberania iraniana.
As autoridades iranianas tratam essas atividades como ameaça direta à integridade nacional e à estabilidade do país. A legislação iraniana estabelece penalidades rigorosas para crimes de traição e cooperação com o inimigo.
A aplicação da pena capital segue os preceitos da lei islâmica e as exigências de defesa da integridade territorial. O governo iraniano mantém política de resposta firme contra qualquer interferência externa que busque enfraquecer suas instituições.
Leia também: Irã elimina altos comandantes do Mossad em ataque com mísseis a Tel Aviv
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